O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) intensificou as críticas ao governo de Mato Grosso e ao governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), em meio ao impasse sobre as obras do Bus Rapid Transit (BRT) na Região Metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
A reação ocorreu após Pivetta insinuar que a campanha de Lúdio à Prefeitura de Cuiabá, em 2012, teria sido financiada com recursos desviados do antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O parlamentar negou as acusações e afirmou que recorrerá ao Poder Judiciário para questionar supostas irregularidades relacionadas às obras do novo sistema de transporte.
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Durante entrevista, Lúdio comparou a postura de Pivetta à do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Segundo o deputado, os ataques pessoais têm como objetivo desviar a atenção dos problemas enfrentados pelo BRT.
“O Pivetta está cada dia mais parecido com o Abílio. É o mesmo tipo de comportamento. Desviar a atenção para a incompetência do governador em relação ao BRT”, declarou.
O parlamentar também cobrou explicações sobre os sucessivos atrasos na implantação do modal. Segundo ele, a população aguarda há anos a conclusão da obra sem uma previsão concreta para o início da operação.
A crise ganhou novos desdobramentos após o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, deixar uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso que discutia o andamento do empreendimento. Na ocasião, Lúdio apresentou informações que, segundo ele, apontam indícios de possíveis irregularidades nos contratos da obra.
O deputado confirmou que pretende ingressar com uma Ação Popular para solicitar esclarecimentos sobre a execução física e financeira do projeto. De acordo com Lúdio, os contratos do BRT na Região Metropolitana já ultrapassam R$ 500 milhões.
O parlamentar também relembrou que o sistema foi anunciado pelo governo estadual em 2020, com previsão de entrega para dezembro de 2022. Entretanto, passados quase quatro anos do prazo inicialmente previsto, terminais, estações e corredores exclusivos seguem em construção, sem data oficial para o início da operação.
Até o momento, o Governo de Mato Grosso sustenta que trabalha para dar continuidade às obras e concluir o empreendimento, considerado um dos principais projetos de mobilidade urbana do estado.