CentroesteNews
29/08/2025
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Após a tentativa frustrada de criar uma CPI do Feminicídio, a deputada Edna Sampaio (PT) promoveu nesta quinta-feira (29), na sede do Parlamento estadual, uma reunião preparatória para discutir estratégias de combate à violência doméstica e feminicídio em Mato Grosso.
O governador em exercício, Otaviano Pivetta, afirmou que o governo é rigoroso no enfrentamento à violência e ressaltou que todos os autores de casos de violência estão sendo responsabilizados. “Não existe um caso em que os autores não estão presos. Queremos governar Mato Grosso com tranquilidade e resultados”, declarou.
Audiências públicas em três polos
Edna Sampaio anunciou a realização de três audiências públicas para debater o tema com a sociedade:
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11 de setembro: Cuiabá
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15 de setembro: Rondonópolis
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18 de setembro: Cáceres
O objetivo é articular a participação das mulheres e da sociedade, construindo um diagnóstico qualificado do problema e propondo políticas públicas eficazes, além da criação de uma Comissão Especial de Enfrentamento ao Feminicídio e de um sistema estadual de proteção à cidadania e à vida das mulheres.
“As audiências permitirão discutir o feminicídio e outras formas de violência, aprofundando estudos e alinhando estratégias com as mulheres da sociedade”, destacou a deputada.
Apoio de especialistas
A defensora pública Rosana Leite, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher em Mato Grosso, reforçou a importância do evento e das audiências em polos regionais.
“É fundamental que mulheres e homens se unam nessa luta. As audiências mostrarão para a sociedade que mulheres estão sendo vítimas por serem mulheres, e que ações coordenadas são essenciais para combater o feminicídio.”
Números preocupantes
Segundo o Observatório Caliandra, vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso, o estado registrou a maior taxa proporcional de feminicídios do país em 2024:
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47 mulheres assassinadas, equivalente a 2,5 casos por 100 mil habitantes.
No cenário nacional, o Brasil contabilizou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde a criação da lei que tipifica o crime, em 2015. Entre os estados com maior taxa estão Mato Grosso do Sul (2,4), Piauí (2,3) e Roraima (2,0). Os menores índices foram registrados no Amapá (0,5), Sergipe (0,8) e Ceará (0,9).
O Portal Caliandra, lançado em março de 2024 pelo MPE, reúne dados sobre feminicídios, medidas protetivas, acompanhamento processual e informações de apoio às vítimas e familiares, contabilizando mais de 15 mil acessos desde sua criação.