CentroesteNews
09/01/2026
A mansão La Manuela, um dos imóveis mais emblemáticos ligados ao narcotraficante Pablo Escobar, foi vendida por R$ 110 milhões, mesmo estando abandonada e em ruínas, na região de Guatapé, na Colômbia. O local, que durante anos atraiu turistas curiosos pelo passado sombrio, finalmente teve seu destino definido após décadas de impasses judiciais.
A venda foi confirmada pela Sociedade de Activos Especiais (SAE), órgão responsável por administrar bens apreendidos do crime organizado. Construída por ordem de Escobar, a mansão possuía paredes duplas, utilizadas para esconder drogas, dinheiro e outros objetos ilegais, reforçando a aura de mistério que sempre cercou o imóvel.
Apesar do estado de deterioração, La Manuela permaneceu como um símbolo do poder e da ostentação do narcotráfico colombiano. Com o passar dos anos, a falta de definição legal transformou a propriedade em um ponto de visitação informal, frequentemente explorado por turistas e curiosos.
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Para a presidente da SAE, Amelia Perez Parra, a negociação representa mais do que uma simples transação imobiliária. Segundo ela, a venda simboliza uma vitória do Estado sobre o crime, ao transformar bens adquiridos ilegalmente em recursos que poderão ser revertidos em benefício da sociedade.
O caso reforça a política colombiana de recuperação de ativos do narcotráfico, buscando não apenas apagar símbolos de um passado violento, mas também dar novo uso econômico e social a patrimônios que, por décadas, estiveram associados ao crime.




