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Lula e Macron debatem Conselho da Paz e reforçam papel da ONU

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Centroeste News
27/01/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da França, Emmanuel Macron, realizaram uma conversa por telefone na manhã desta terça-feira (27). Durante cerca de uma hora, os líderes abordaram temas de relevância internacional, como o Conselho da Paz, idealizado pelos Estados Unidos, e o acordo Mercosul-União Europeia, que enfrenta resistências na Europa, especialmente por parte dos agricultores franceses. A ligação foi uma iniciativa de Macron e reforçou o alinhamento entre Brasil e França em diversas pautas.

O Conselho da Paz, criado pelo presidente norte-americano Donald Trump, tem como objetivo principal atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, com a proposta de também intervir em outros conflitos internacionais no futuro. Enquanto a França já manifestou recuo quanto à participação no Conselho, o Brasil ainda não deu uma resposta oficial ao convite feito por Trump, com quem Lula havia conversado no dia anterior. Durante a ligação com o presidente norte-americano, Lula propôs que a atuação do Conselho fosse restrita à ajuda humanitária na Faixa de Gaza e defendeu que um assento fosse reservado à Palestina nas discussões.

Na conversa com Macron, Lula e o líder francês concordaram sobre a necessidade de fortalecer as Nações Unidas (ONU), com foco nos princípios da Carta da ONU e no papel do Conselho de Segurança. Ambos defenderam que iniciativas de paz de caráter internacional sejam sempre alinhadas aos valores multilaterais da organização. Ainda no campo diplomático, os dois condenaram o uso da força em situações que violem o direito internacional, mencionando diretamente a situação da Venezuela.

Outro tópico importante discutido foi o acordo Mercosul-União Europeia, que Lula defendeu como sendo benéfico para ambos os blocos. O presidente brasileiro destacou que o tratado é um passo importante para o multilateralismo nos comércios globais com base em regras. No entanto, Macron manteve sua postura crítica, argumentando que o texto do acordo não protege adequadamente os agricultores franceses, que têm pressionado o governo da França contra a entrada de produtos brasileiros.

Apesar das divergências, Lula e Macron se comprometeram a orientar suas equipes técnicas a trabalhar no avanço das negociações, com foco na conclusão de um acordo ainda no primeiro semestre de 2026. O Brasil, por sua vez, busca acelerar o processo interno, com a expectativa de que o texto seja discutido no Congresso Nacional.

O acordo Mercosul-UE, firmado em janeiro, segue em compasso de espera após ter sido levado à Justiça pelo Parlamento Europeu. Ainda assim, a Comissão Europeia pode optar pela aplicação provisória do tratado. Apesar dos desafios, o diálogo entre Lula e Macron reforça o compromisso de ambas as lideranças em buscar avanços em temas estratégicos para o cenário global.
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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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