CentroesteNews
04/09/2025
Nesta quinta-feira (04/09) o julgamento de Bruno Henrique reuniu todas as atenções do campo esportivo. O ato do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pretende discutir a acusação contra o jogador de forçar um cartão amarelo em benefício de apostadores.
Embora não tenha comparecido presencialmente, o atacante do Flamengo se fez presente de maneira remota para se defender da denúncia sobre uma partida contra o Santos, em 2023. Na ocasião, Bruno teria forçado um cartão amarelo durante a partida contra o Santos, no Campeonato Brasileiro, para beneficiar os apostadores.
Na tentativa de encerrar o processo sem que se efetivasse o julgamento de Bruno Henrique, a defesa do jogador alegou que o caso já estaria prescrito. Entretanto, por 4 votos contra 1, a tese foi rejeitada e o julgamento seguiu o curso normal. Para a Comissão Disciplinar, casos como o julgamento de Bruno Henrique, que envolvem manipulação de resultados, têm prazos maiores de prescrição. Além disso, algumas questões processuais poderiam suspender a contagem do prazo. Logo, seria perfeitamente possível seguir o curso processual, como foi feito.
No auge das apostas esportivas, o caso de Bruno Henrique trouxe à tona a discussão sobre a participação de jogadores e times na manipulação de resultados em conjunto com casas de apostas. Esse é um tópico sensível no esporte, uma vez que a integridade dos resultados já foi questionada antes, quando se deflagrou, por exemplo, a Operação “Gol Contra”, em 2020. Na ocasião, foram desarticulados esquemas e uma quadrilha especializada na manipulação de resultados.
Entre as peças da quadrilha estavam casas de apostas digitais, árbitros e até jogadores. A intenção seria desenhar resultados das partidas de futebol conforme as necessidades das casas de apostas, em troca de compensação financeira.
Ao fim do julgamento de Bruno Henrique, a condenação se confirmou. O jogador foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a 12 jogos de suspensão, além do pagamento de uma multa de R$ 60 mil. Sobre isso, a defesa do jogador ainda poderá interpor recurso ao Pleno do STJD.