Uma noite de emoção e superação marcou o domingo no Rio Open, quando o carioca João Fonseca, de apenas 19 anos, celebrou o primeiro título de duplas de sua carreira no circuito principal da ATP. Ao lado do experiente mineiro Marcelo Melo, de 42 anos, eles venceram o holandês Robin Haase e o alemão Constantin Frantzen em uma final decidida no super tiebreak, com parciais de 6/4, 3/6 e 10/8.
Para Marcelo Melo, este foi o segundo troféu consecutivo do Rio Open, garantindo o bicampeonato depois do título conquistado na edição passada ao lado de Rafael Matos. A partida teve um toque especial com a presença ilustre de André Agassi, lenda do tênis e vencedor de oito Grand Slams, que estava na plateia e foi convidado pelo torneio para entregar o troféu ao vencedor da chave de simples.
A dupla brasileira teve uma campanha impecável desde a estreia, vencendo o italiano Andrea Pellegrini e o argentino Román Burruchaga. Na sequência, eliminaram os argentinos Andrés Molteni e Máximo González, cabeças de chave número dois do torneio, e avançaram ao derrotar os alemães Mark Walner e Jakob Schnaitter nas semifinais.
Na final, a tensão tomou conta logo no início, com Haase e Frantzen quebrando o serviço dos brasileiros no terceiro game. João e Melo, animados pela torcida, devolveram rapidamente a quebra e retomaram a confiança. O primeiro set foi equilibrado, mas o saque dos adversários prevaleceu, e os estrangeiros levaram a parcial.
No segundo set, a dupla brasileira reagiu com força, mostrando consistência no saque e quebrando os rivais por duas vezes consecutivas. Vibrando com a energia da torcida carioca, João e Melo chegaram a abrir 5/0, mas erraram nos momentos finais, precisando de esforço para fechar o set em 6/3.
O super tiebreak, como esperado, foi disputado ponto a ponto. Com os gritos de “Brasil” ecoando nas arquibancadas, João e Melo se mantiveram firmes e fecharam a decisão com um apertado 10/8, após uma revisão dramática no último ponto confirmando a vitória.
A conquista representa não só o início promissor da carreira de João Fonseca, como também mais um marco na trajetória de Marcelo Melo, símbolo brasileiro nas duplas. Sob os olhos de uma plateia ilustre e animada, o Rio Open entrou para a história mais uma vez, celebrando o talento, a resiliência e o espírito vibrante do tênis nacional.