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Irã reforça arsenal com 1.000 drones e ameaça resposta “esmagadora” diante de possível ataque dos EUA

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CentroesteNews
29/01/2026

O Exército do Irã anunciou nesta quinta-feira (29) a incorporação de 1.000 drones ao seu arsenal militar, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. Segundo a agência de notícias semioficial Tasnim, os equipamentos foram distribuídos entre diferentes ramos das Forças Armadas iranianas.

Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o chefe das Forças Armadas do Irã, Amir Hatami, afirmou que o país está preparado para reagir de forma dura a qualquer agressão externa. “Diante das ameaças ao nosso país, o Exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta esmagadora contra qualquer agressor”, declarou.

O anúncio ocorre em um contexto de iminência de confronto militar entre Teerã e Washington. O regime iraniano já afirmou que um eventual ataque dos Estados Unidos seria interpretado como o início de uma guerra direta entre os dois países. A atual crise diplomática teve início após a repressão violenta a protestos populares no Irã, que provocou críticas internacionais e pressão direta do governo norte-americano.

Após condenar as mortes de manifestantes, o presidente dos EUA, Donald Trump, passou a exigir que o Irã assine um novo acordo para limitar seu programa nuclear. Como forma de pressão, Trump ordenou o envio de uma grande frota militar ao Oriente Médio, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

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Aliada estratégica do Irã, a Rússia reagiu ao agravamento do cenário. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que um ataque dos Estados Unidos poderia gerar “consequências muito perigosas” e pediu que não haja “uso da força” na resolução do impasse.

Troca de ameaças

A escalada verbal entre os dois países se intensificou após Trump utilizar uma rede social para exaltar o envio de uma “enorme armada” ao Oriente Médio. O presidente norte-americano também relembrou uma operação militar realizada em parceria com Israel, em junho do ano passado, quando instalações nucleares iranianas foram bombardeadas.

Na publicação, Trump afirmou que um novo ataque seria “muito pior” e alertou que o “tempo está se esgotando” para um acordo. Segundo ele, o Irã deveria aceitar negociações para evitar uma nova ofensiva militar.

A resposta de Teerã veio rapidamente. Em publicação na rede social X, o conselheiro sênior do líder supremo iraniano, Ali Shamkhani, afirmou que qualquer ação militar dos EUA será tratada como o início de uma guerra. “Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos Estados Unidos, de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra, e a resposta será imediata, abrangente e sem precedentes”, escreveu.

Antes disso, a missão oficial do Irã junto à ONU já havia declarado que o país está aberto ao diálogo, mas não abrirá mão do direito à defesa. “O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas, se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”, afirmou o órgão.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, também negou declarações de Trump de que Teerã estaria buscando negociações. Segundo ele, não houve qualquer contato recente com representantes norte-americanos e o Irã não negociará sob ameaças militares.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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