Crianças estão entre as pessoas mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Um estudo coordenado pela Universidade Livre de Bruxelas e publicado na revista Science Advances aponta que mais de 40% das crianças com menos de 10 anos no mundo — cerca de 560 milhões — já enfrentam pelo menos 20 dias adicionais de estresse térmico devido às mudanças no clima.
A pesquisa relaciona o aumento das temperaturas principalmente à queima de combustíveis fósseis e alerta que a exposição ao calor tende a se intensificar ao longo da vida dessas crianças.
O sul e o sudeste da Ásia e a África Ocidental estão entre as regiões mais afetadas pelo calor úmido considerado perigoso. Nesses locais, o impacto é agravado pelo rápido crescimento populacional e pela grande proporção de crianças pequenas.
Com o avanço do aquecimento global, a tendência é que as crianças continuem sendo a faixa etária mais exposta ao estresse térmico, aumentando os desafios para a saúde e o bem-estar das futuras gerações.