CentroesteNews
12/12/2025
O avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na Amazônia acendeu um alerta nacional. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que as duas maiores facções do país ampliaram sua presença e hoje travam uma guerra sangrenta pelo controle da chamada “rota amazônica”, um corredor estratégico para o escoamento de cocaína pelos rios do Norte.
A região amazônica tornou-se o principal eixo de expansão das facções.
Dos 772 municípios da Amazônia Legal, mais de 340 estão sob domínio direto ou influência operacional do crime organizado, um cenário que reduz o papel do Estado e fortalece o poder paralelo.
O CV aumentou sua atuação em mais de 30% nos últimos dois anos, enquanto o PCC consolidou novos pontos de influência, ampliando a disputa.
O conflito tem um motor claro: dinheiro e controle territorial.
Pontos-chave da disputa
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O PCC expandiu sua força após assumir áreas fronteiriças com o Paraguai, antes dominadas pelo narcotraficante Jorge Rafaat.
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Já o CV, apesar de perder espaço nas fronteiras, cresceu no Rio de Janeiro e se fortaleceu em estados-chave da Amazônia.
Comando Vermelho (CV) domina:
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Acre (AC)
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Amazonas (AM)
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Mato Grosso (MT)
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Pará (PA)
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Tocantins (TO)
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Além de grande parte do Rio de Janeiro
Primeiro Comando da Capital (PCC) domina:
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São Paulo (SP)
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Mato Grosso do Sul (MS)
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Minas Gerais (MG)
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Paraná (PR)
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Rondônia (RO)
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Roraima (RR)
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Piauí (PI)
Em operações internacionais, o PCC mantém clara vantagem, movimentando bilhões com o tráfico de cocaína sem enfrentar rivais significativos em São Paulo.
A região hoje é o território mais disputado e violento entre as facções.
Os rios amazônicos (especialmente o Rio Solimões) servem como rotas cruciais para o transporte da cocaína que chega do Peru.
Controlar essas áreas significa comandar uma cadeia lucrativa que movimenta fortunas.
Apesar da escalada, nenhuma facção venceu a disputa: o território muda de mãos e é cenário de constantes confrontos, assassinatos e emboscadas.