O bilionário Elon Musk manifestou apoio a uma proposta criada pelo megainvestidor Warren Buffett para pressionar o Congresso dos Estados Unidos a reduzir o déficit público do país. A ideia voltou ao debate econômico após ganhar respaldo de importantes nomes do mercado financeiro e do governo americano.
Além de Musk, também demonstraram apoio à proposta o fundador da Bridgewater Associates, Ray Dalio, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.
A proposta ficou conhecida após uma entrevista concedida por Buffett à CNBC em 2011. Na ocasião, o ex-CEO da Berkshire Hathaway afirmou que resolveria o déficit público americano “em cinco minutos”.
Segundo Buffett, bastaria aprovar uma lei determinando que, sempre que o déficit ultrapassasse 3% do Produto Interno Bruto (PIB), todos os membros em exercício do Congresso ficariam inelegíveis para disputar a reeleição.
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A proposta tem como objetivo criar incentivos políticos para que parlamentares controlem gastos públicos e reduzam o crescimento da dívida americana, que atualmente preocupa economistas e investidores globais.
Dívida dos EUA preocupa mercados
O debate sobre o déficit fiscal dos Estados Unidos ganhou força nos últimos anos devido ao aumento acelerado da dívida pública americana, impulsionada por elevados gastos governamentais, programas de estímulo econômico e juros mais altos.
Especialistas alertam que o crescimento da dívida pode pressionar a inflação, aumentar custos de financiamento do governo e afetar a confiança dos mercados internacionais.
O apoio de Elon Musk chama atenção porque o empresário tem feito críticas frequentes ao aumento dos gastos públicos e ao crescimento da máquina estatal americana. Nos últimos meses, o bilionário também passou a comentar mais sobre política econômica e sustentabilidade fiscal nas redes sociais.
Congresso discute meta para déficit
Embora a proposta de Buffett enfrente resistência política, um grupo bipartidário de parlamentares apresentou em janeiro uma resolução defendendo a redução do déficit para 3% do PIB, meta considerada mais sustentável por parte do mercado financeiro.
Analistas avaliam que, apesar de difícil implementação, o debate mostra a crescente preocupação dentro dos Estados Unidos com o equilíbrio fiscal de longo prazo.
A discussão ocorre em um momento de pressão sobre o orçamento americano, aumento dos custos da dívida e desaceleração econômica global.