CentroesteNews
21/01/2026
A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, deixou o Hospital Universitário de Londrina nesta terça-feira (20) após quase três meses de internação. Ela sofreu queimaduras em 63% do corpo ao arriscar a própria vida para resgatar a mãe e um primo de quatro anos durante um incêndio em um prédio no centro de Cascavel, no oeste do Paraná. A alta marca o fim de uma das etapas mais delicadas de um processo longo de recuperação e reforça a dimensão humana de um gesto que comoveu o país.
O incêndio ocorreu em 15 de outubro de 2025. Com o imóvel tomado pela fumaça, Juliane improvisou uma rota de acesso ao se pendurar em um suporte de ar-condicionado para alcançar os familiares que estavam presos no interior do prédio. A ação evitou uma tragédia maior, mas resultou em ferimentos gravíssimos. Desde então, a advogada permaneceu no Centro de Tratamento de Queimados do HU de Londrina, unidade de referência no atendimento a casos de alta complexidade.
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Durante a internação, Juliane passou por cuidados intensivos, acompanhamento multiprofissional e um rigoroso protocolo de reabilitação. Profissionais de saúde destacam que queimaduras extensas exigem monitoramento constante, prevenção de infecções, suporte nutricional e fisioterapia precoce, além de atenção à saúde mental do paciente, fatores decisivos para a evolução clínica positiva.
A mãe de Juliane, Sueli Vieira, sofreu queimaduras no rosto e nas pernas e apresentou comprometimento das vias respiratórias por inalação de fumaça. Ela foi encaminhada ao Hospital São Lucas, onde permaneceu internada por 11 dias antes de receber alta. Já o primo de quatro anos teve queimaduras nas pernas e nas mãos, além de complicações respiratórias, sendo transferido para Curitiba. O menino ficou internado por 16 dias e recebeu alta no fim de outubro.
A saída do hospital não encerra o tratamento. A advogada seguirá em reabilitação ambulatorial, com acompanhamento médico, fisioterapêutico e psicológico, etapa essencial para a recuperação funcional e a readaptação à rotina. O caso reacende o debate sobre segurança predial, planos de evacuação e manutenção preventiva, sobretudo em edificações antigas e áreas centrais das cidades.




