CentroesteNews
04/09/2025
O Governo lançou hoje (04/09) o Programa Gás do Povo, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A iniciativa substitui o antigo Auxílio Gás, porém, com algumas atualizações que fazem toda a diferença.
Ter o aglomerado da Serra, na capital mineira, como palco para o lançamento foi bastante estratégico. Considerando a natureza do Programa, uma das maiores periferias da cidade é o cenário perfeito para indicar as famílias em situação de vulnerabilidade como foco da ação.
Diferente da versão anterior, o Gás do Povo agora funciona por meio de voucher eletrônico, e não mais com a percepção do valor em dinheiro. O objetivo da troca seria evitar que os valores destinados a esse fim sejam esviados para outras despesas.
Mediante a apresentação do voucher em postos credenciados, as famílias poderão retirar os botijões do Programa Gás do Povo. Entretanto, é importante observar os limites que vão de 3 a 6 por ano, com base no tamanho da família beneficiada.
Para receber o Gás do Povo, as famílias precisam atender a alguns requisitos. Entre eles, é necessário ter o cadastro ativo no CadÚnico e renda capita de até meio salário mínimo. A título de prioridade, serão preferidas as famílias que já recebem o apoio do Bolsa Família.
Segundo os objetivos do Programa, a ideia do Governo é alcançar ao menos 15,5 milhões de famílias. E os primeiros habilitados provavelmente receberão o auxílio já a partir de novembro.
Já no lançamento, o Programa enfrenta críticas. Para além da máxima de que é preciso “ensinar a pescar” ao invés de “dar o peixe”, a verdade é que o Programa tem um custo significativo para os cofres públicos. Afinal, a expectativa é que a medida custe ao menos R$5 bilhões em 2026. Valores que, para muitos, poderiam ser direcionados a subsídios sociais que já existem ou fortalecimento efetivo de uma economia familiar que se retroalimente ao longo do tempo.
Para além disso, os próprios beneficiários tecem algumas críticas quanto a cobertura do Prorama. Afinal, tecnicamente, a franquia não atenderia à necessidade real que, segundo estatísticas, seria o dobro da cobertura real.
Além disso, a exigência de retirada apenas em postos credenciados poderiam limitar o acesso de famílias que vivem em áreas rurais ou localidades periféricas, o que diminuiria as possibilidades de retirada. Esse ponto seria uma perda em relação ao Programa anterior, cujo benefício era pago em dinheiro, aumentando as possibilidades de pontos de compra.