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30/04/2025
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Anna Vitória Bispo
O Brasil começou 2025 com uma boa notícia para o mercado de trabalho: a taxa de desemprego no primeiro trimestre ficou em 7%, a menor já registrada para esse período desde que o IBGE começou a série histórica, em 2012.
Apesar de estar acima dos 6,2% do fim de 2024, o número é melhor do que o registrado no mesmo período do ano passado (7,9%) e também supera o antigo recorde de 2014 (7,2%).
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quarta-feira (30). O levantamento considera trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários, autônomos e outros tipos de ocupação. Pessoas que não estão trabalhando nem procurando emprego não entram na conta.
Segundo o IBGE, o leve aumento na taxa de desemprego em relação ao fim de 2024 se deve à maior procura por vagas — 891 mil pessoas a mais passaram a buscar trabalho, totalizando 7,7 milhões de brasileiros. Mesmo assim, em relação ao início de 2024, esse número caiu 10,5%.
Menos pessoas trabalhando, mas com carteira assinada
Entre o fim de 2024 e o início de 2025, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de trabalhar, principalmente nos setores de construção, serviços domésticos, hospedagem e alimentação, e administração pública.
Apesar disso, o número de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável, somando 39,4 milhões — um recorde. Para o IBGE, isso indica uma certa “sustentação” no mercado formal, mesmo diante de desafios econômicos como os juros altos.
Informalidade e renda
A taxa de informalidade caiu para 38%, a menor desde 2020. Já o rendimento médio dos trabalhadores subiu para R$ 3.410, o maior valor já registrado, considerando a inflação. A massa de rendimentos chegou a R$ 345 bilhões, também perto do recorde histórico.