CentroesteNews
15/12/2025
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a realização de uma cirurgia de urgência após exames médicos feitos dentro da prisão apontarem a existência de duas hérnias inguinais bilaterais. Segundo os advogados, o quadro inspira cuidados e pode se agravar caso não haja intervenção cirúrgica em curto prazo.
De acordo com a petição encaminhada à Corte, Bolsonaro vem apresentando crises recorrentes de soluço, o que, segundo avaliação médica, aumenta o risco de complicações associadas às hérnias. Os defensores sustentam que a cirurgia é o único tratamento definitivo para o problema e pedem autorização para que o procedimento seja realizado em ambiente hospitalar, com período de internação estimado entre cinco e sete dias, necessário para recuperação adequada.
O exame foi realizado após autorização do ministro Alexandre de Moraes, que permitiu a entrada de um médico com equipamento portátil de ultrassom na unidade da Polícia Federal onde Bolsonaro está detido. Mesmo com o laudo apresentado pela defesa, Moraes determinou a realização de uma perícia médica oficial, a cargo da Polícia Federal, para avaliar a real necessidade e a urgência do procedimento cirúrgico.
Além do pedido de cirurgia, a defesa também voltou a solicitar a conversão da prisão em regime domiciliar por razões humanitárias, alegando que o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento médico constante e condições que não estariam plenamente garantidas no ambiente prisional.
Bolsonaro está preso desde novembro, após o trânsito em julgado da condenação relacionada à trama golpista. A decisão sobre a liberação para a cirurgia e sobre o pedido de prisão domiciliar ainda depende da conclusão da perícia e de nova análise do STF.




