Um apagão total atingiu a Cuba nesta segunda-feira (16), deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica em todo o país. O colapso foi confirmado pela empresa estatal responsável pelo sistema elétrico nacional.
Segundo a União Elétrica Cubana, a falha ocorreu por volta das 16h no horário local (15h em Brasília), quando o Sistema Elétrico Nacional sofreu uma interrupção completa.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o órgão informou que protocolos de restabelecimento de energia foram acionados, mas não divulgou um prazo para a normalização do serviço.
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Sexto apagão em um ano e meio
De acordo com a agência EFE, este é o sexto apagão de grande escala registrado no país em cerca de um ano e meio.
A situação reflete uma crise energética prolongada na ilha, agravada pela escassez de combustível necessário para operar usinas termoelétricas e manter o sistema de distribuição funcionando.
Autoridades cubanas afirmam que a dificuldade de acesso ao petróleo importado tem sido um dos principais fatores para os colapsos recorrentes da rede elétrica.
Crise econômica pressiona o país
A falta de energia ocorre em meio a uma das piores crises econômicas enfrentadas por Cuba nas últimas décadas.
O país depende fortemente da importação de combustível para geração de eletricidade e transporte. Com a redução no fornecimento, o governo tem sido obrigado a implementar apagões programados e restringir serviços públicos.
A crise também impacta diretamente o cotidiano da população, afetando transporte, produção de alimentos, hospitais e comércio.
Negociações com os Estados Unidos
Enquanto enfrenta dificuldades internas, o governo cubano também iniciou conversas diplomáticas com os Estados Unidos.
O presidente americano Donald Trump afirmou recentemente que Washington pode chegar a um acordo com Havana em breve.
Segundo ele, as negociações podem abrir espaço para mudanças na relação entre os dois países, historicamente marcada por décadas de tensões políticas e sanções econômicas.
Por outro lado, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que o objetivo das conversas é buscar soluções por meio do diálogo e reduzir o clima de confronto entre as duas nações.
Relação ainda marcada por divergências
Apesar do diálogo recente, diferenças profundas ainda separam os governos de Washington e Havana.
Autoridades americanas indicam que qualquer flexibilização de sanções pode depender de mudanças políticas e econômicas dentro da ilha.
Já o governo cubano afirma que qualquer negociação precisa respeitar a independência e soberania do país.
Enquanto isso, a população cubana continua lidando com os efeitos diretos da crise energética — e com a incerteza sobre quando a rede elétrica voltará a operar normalmente.