A Associação Palestina de Futebol (PFA) informou a morte do goleiro Saleem Al-Ashqar, que atuava pelo Khadamat Khan, durante uma ação militar em Gaza no início desta semana. Segundo a entidade, o atleta foi atingido por disparos enquanto buscava água para sua esposa, que está grávida.
De acordo com a PFA, Al-Ashqar havia se casado há cinco meses e aguardava o nascimento do primeiro filho. A morte do goleiro gerou manifestações de pesar entre clubes e organizações esportivas ligadas à comunidade palestina.
O Club Deportivo Palestino, equipe chilena fundada por integrantes da diáspora palestina, publicou uma nota lamentando a morte do jogador e manifestando solidariedade à família e ao povo palestino.
Esporte também sofre os impactos da guerra
A Associação Palestina de Futebol afirma que centenas de atletas palestinos morreram desde o início do conflito entre Israel e o grupo Hamas, iniciado após os ataques de 7 de outubro de 2023.
Segundo os dados divulgados pela entidade, mais de 1.000 atletas palestinos perderam a vida no período. Apenas no futebol, a associação contabiliza 439 jogadores mortos.
A PFA também informa que 265 instalações esportivas foram atingidas durante a guerra, sendo 184 completamente destruídas, afetando clubes, centros de treinamento, campos e outras estruturas esportivas.
Esses números são apresentados pela associação e refletem seu levantamento sobre os impactos do conflito no esporte palestino.
Crise humanitária continua
A guerra na Faixa de Gaza segue provocando graves consequências humanitárias, com milhares de mortos e feridos, deslocamentos em massa e destruição de infraestrutura civil, segundo organismos internacionais.
As negociações para novos cessar-fogos enfrentam dificuldades, e episódios de violência continuam sendo registrados, agravando a situação da população civil.
Israel afirma que suas operações militares têm como objetivo combater o Hamas e libertar reféns mantidos pelo grupo. Já autoridades palestinas e diversas organizações internacionais denunciam o elevado número de vítimas civis e a destruição de infraestrutura essencial.
O conflito também é alvo de processos e investigações em tribunais internacionais, enquanto diferentes governos e organizações defendem medidas para ampliar a proteção da população civil e viabilizar uma solução diplomática para a crise.