A aproximação de um novo episódio de El Niño aumenta a preocupação com a produção de alimentos na América Latina.
Especialistas alertam que países como Brasil, Argentina, Paraguai e Colômbia ainda possuem estruturas insuficientes para enfrentar eventos climáticos extremos de grande intensidade.
O fenômeno altera o comportamento das chuvas e temperaturas e pode provocar seca prolongada em algumas regiões e excesso de precipitação em outras.
Para o agronegócio, essas mudanças afetam diretamente produtividade, plantio, colheita e criação de animais.
O impacto também chega às cidades.
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Quando a produção diminui, existe risco de aumento nos preços de alimentos e pressão sobre a inflação.
O alerta possui relevância especial para o Centro-Oeste brasileiro, responsável por grande parte da produção nacional de grãos e proteína animal.
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás possuem cadeias econômicas diretamente dependentes das condições climáticas.
Pesquisadores defendem planejamento antecipado, sistemas de irrigação mais eficientes, seguro rural, monitoramento climático e políticas de prevenção.
O desafio é agir antes que perdas de produção se transformem em emergência.