A Meta anunciou nesta terça-feira uma série de novos recursos de segurança voltados para adolescentes que utilizam o Instagram, Facebook e Messenger. As mudanças buscam reduzir a exposição dos jovens a conteúdos potencialmente prejudiciais e ampliar o controle de pais e responsáveis sobre a experiência dos menores nas plataformas.
A iniciativa marca uma das principais alterações nas políticas de segurança da empresa desde março deste ano, quando uma decisão judicial considerou a companhia responsável por danos causados a uma adolescente em razão do design e do funcionamento de suas redes sociais.
Menos exposição a conteúdos sensíveis
Entre as novidades está a limitação da frequência com que adolescentes visualizam publicações relacionadas a temas considerados sensíveis, como nutrição, musculação, aparência física, ansiedade e outros assuntos que podem impactar a saúde mental e a autoestima dos jovens.
Segundo a Meta, esse tipo de conteúdo nem sempre é prejudicial e pode até ter caráter informativo. No entanto, a repetição excessiva de publicações sobre os mesmos temas pode criar ambientes digitais desequilibrados e aumentar riscos relacionados à imagem corporal, transtornos alimentares e ansiedade.
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A empresa informou que está testando mecanismos capazes de diversificar automaticamente o conteúdo exibido aos adolescentes, evitando que eles sejam expostos repetidamente a um único assunto.
Mais ferramentas para pais e responsáveis
Além da moderação de conteúdo, a atualização amplia os recursos de supervisão familiar já disponíveis nas plataformas.
Pais e responsáveis terão mais opções para acompanhar o uso das redes sociais, incluindo configurações de privacidade, limites de tempo de uso e monitoramento de determinadas atividades dentro dos aplicativos.
Nos últimos anos, o debate sobre a segurança digital de crianças e adolescentes ganhou força em diversos países, levando governos e órgãos reguladores a pressionarem empresas de tecnologia por medidas mais rígidas de proteção.
Saúde mental em foco
Especialistas em comportamento digital e saúde mental vêm alertando para os impactos que algoritmos de recomendação podem ter sobre usuários mais jovens.
Estudos internacionais apontam que a exposição contínua a conteúdos relacionados à aparência física, padrões de beleza, dietas extremas e problemas emocionais pode influenciar negativamente a autoestima e o bem-estar psicológico de adolescentes.
A Meta afirma que as novas medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla para tornar as plataformas mais seguras para menores de idade, equilibrando liberdade de acesso à informação com mecanismos de proteção.
Pressão sobre empresas de tecnologia aumenta
A decisão judicial mencionada pela empresa é parte de um movimento global que vem cobrando maior responsabilidade das gigantes da tecnologia pelos efeitos de seus produtos sobre crianças e adolescentes.
Além da Meta, outras plataformas digitais enfrentam processos, investigações e debates regulatórios relacionados ao funcionamento dos algoritmos, proteção de dados de menores e exposição a conteúdos potencialmente nocivos.
A tendência é que novas regras de segurança digital sejam discutidas nos próximos anos, especialmente em países que buscam ampliar a proteção de usuários mais jovens na internet.