O senador Wellington Fagundes, candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, afirmou durante a convenção do partido na última quarta-feira (22), em Cuiabá, que o Parque Novo Mato Grosso não será tratado como prioridade em sua gestão, caso seja eleito.
A declaração veio acompanhada de críticas ao volume de recursos já investidos no empreendimento — segundo ele, informado por um técnico do Tribunal de Contas do Estado, os gastos já teriam ultrapassado R$ 2 bilhões e podem chegar a R$ 3 bilhões até o fim do ano. O senador ressaltou que ainda pretende confirmar oficialmente os números, mas não escondeu a preocupação com o montante.
Durante o discurso, Wellington foi enfático ao questionar a lógica de priorizar uma obra desse porte diante de problemas que, na sua avaliação, são mais urgentes. “Por que a roda-gigante de R$ 70 milhões tem que ser prioridade diante da estrada em que está morrendo gente? Por que tem que ser prioridade diante da escola e da creche inacabadas?”, indagou.
O candidato sugeriu que parte dos equipamentos utilizados na construção do parque poderia ser deslocada temporariamente para recuperar rodovias estaduais, uma medida que, segundo ele, salvaria vidas sem inviabilizar a conclusão da obra no futuro.
Apesar das críticas, Wellington fez questão de dizer que não é contra o Parque Novo Mato Grosso e que pretende concluí-lo, mas na medida do possível e depois de atender áreas que considera prioritárias, como Saúde, Educação, habitação e recuperação de estradas.
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Ele defendeu a priorização do Parque de Exposições Jonas Pinheiro, na capital, por considerar a localização mais acessível, o custo menor para realização de eventos e a tradição do espaço. “Um evento para começar lá no Parque Novo Mato Grosso, de cara, tem que começar com R$ 500 mil. Aqui você faz um evento de R$ 50 mil”, comparou.
O senador também criticou a destinação de recursos originalmente previstos para habitação ao empreendimento e a contratação de novos empréstimos pelo Estado em período pré-eleitoral. “Agora querer pegar R$ 1,5 bilhão emprestado, principalmente na véspera da eleição, para dizer que vai fazer casa, não dá para enganar a população”, concluiu.
A fala acendeu o debate sobre o custo e a utilidade de uma obra bilionária em um estado onde faltam escolas, creches, moradias e estradas em condições seguras — e colocou o Parque Novo Mato Grosso no centro da disputa eleitoral.