CentroesteNews
28/11/2025
Os Estados Unidos elevaram significativamente a presença militar na região do Caribe nas últimas semanas, deslocando navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35 e o grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford para áreas próximas à Venezuela. A movimentação reforça a estratégia de sufocar organizações suspeitas de enviar drogas para o território norte-americano.
Dentro desse cenário de escalada militar, o presidente Donald Trump voltou a associar a operação à repressão de redes de tráfico que, segundo Washington, utilizam o território venezuelano como uma de suas bases de atuação.
Durante uma videoconferência com integrantes das Forças Armadas nesta quinta-feira (27), Trump afirmou que os EUA darão início a ações terrestres “muito em breve”. Ele declarou que as rotas marítimas já sofreram forte redução por causa da presença militar e que o próximo passo será direcionar a ofensiva contra grupos que realizam o transporte de drogas por terra, atravessando fronteiras da América do Sul e da América Central.
Trump também reforçou que o governo norte-americano já enviou um alerta direto às organizações criminosas, afirmando que os EUA “não tolerarão” a entrada de substâncias ilícitas no país e que a política de combate ao narcotráfico será ampliada.
A medida reacende tensões diplomáticas com Caracas e levanta preocupações de especialistas em segurança internacional, que veem na operação um movimento que pode alterar o equilíbrio militar na região e pressionar ainda mais a já deteriorada relação entre Estados Unidos e Venezuela.