CentroesteNews
23/01/2026
Um dia após anunciar as bases de um entendimento com a aliança militar ocidental sobre a Groenlândia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que negocia o acesso total à ilha. Segundo o republicano, a iniciativa tem como principal objetivo reforçar a segurança estratégica do Ártico diante do avanço geopolítico de potências rivais.
De acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, as negociações envolvem a preocupação de impedir que Rússia e China ampliem sua presença militar, econômica ou tecnológica na região ártica, considerada cada vez mais estratégica em razão das mudanças climáticas e da abertura de novas rotas comerciais.
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O acordo em discussão prevê a renegociação de um tratado histórico firmado há cerca de 75 anos entre Estados Unidos e Dinamarca, que atualmente detém soberania sobre a Groenlândia. Entre os pontos centrais estão a ampliação da presença de tropas americanas na ilha e o acesso a áreas estratégicas para defesa e monitoramento militar.
Além do aspecto militar, as tratativas também incluem a exploração de minerais raros existentes no território groenlandês. Esses recursos são considerados essenciais para a indústria tecnológica, a transição energética e a produção de equipamentos de defesa, o que reforça o interesse norte-americano na região.
As declarações de Trump reacendem debates diplomáticos na Europa, especialmente entre países da União Europeia, que acompanham com cautela os desdobramentos do acordo e seus impactos sobre a soberania dinamarquesa, o equilíbrio geopolítico no Ártico e as relações internacionais no cenário pós-2025.