CentroesteNews
07/01/2026
O Sistema Único de Saúde (SUS) entrará em uma nova era tecnológica com a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil. A unidade será implantada na cidade de São Paulo e contará com recursos de um empréstimo de R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do bloco Brics.
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O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7), em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff. O projeto posiciona o Brasil como referência em saúde digital entre os países emergentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, o hospital será totalmente integrado a sistemas digitais e utilizará inteligência artificial, análise de dados e outras tecnologias emergentes para oferecer medicina de alta precisão. A estrutura fará parte de uma rede nacional de hospitais e serviços inteligentes, conectada a 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas distribuídas por diferentes estados.
O hospital, que será vinculado à Universidade de São Paulo (USP), terá um setor de emergência com 250 leitos e capacidade de atendimento de até 200 mil pacientes por ano. A UTI contará com 350 leitos interligados ao sistema inteligente nacional, além de 25 salas cirúrgicas de alta complexidade. A previsão é que a unidade esteja concluída entre três e quatro anos.
Segundo o ministério, a adoção de tecnologia digital permitirá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em casos de urgência e emergência, um dos principais gargalos do SUS atualmente.
Além da nova unidade em São Paulo, o governo anunciou a modernização de hospitais estratégicos do SUS, incluindo unidades da Unifesp, hospitais federais do Rio de Janeiro, o novo hospital oncológico da Baixada Fluminense, o Grupo Hospitalar Conceição (RS) e o Instituto do Cérebro, no Rio. Somente para a reestruturação dos hospitais federais fluminenses, o investimento previsto é de R$ 1,2 bilhão.
Durante o evento, Lula destacou que a iniciativa também busca fortalecer a imagem do SUS, frequentemente associada apenas a dificuldades estruturais. Para o presidente, o avanço tecnológico precisa beneficiar principalmente a população mais vulnerável. Já o ministro da Saúde afirmou que o projeto coloca o SUS em um patamar tecnológico ainda não alcançado nem mesmo por grandes hospitais privados do país.
Dilma Rousseff explicou que o empréstimo do NDB terá prazo de pagamento de 30 anos e ressaltou a participação de China e Índia como parceiras estratégicas na iniciativa, reforçando o papel do Brics no financiamento de projetos de desenvolvimento e inovação.