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Silêncio nos bastidores: o ministro do STF que Jorge Messias evita após derrota histórica no Senado

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O ambiente de Brasília, sempre carregado de simbolismos e mensagens cifradas, ganhou contornos de drama pessoal e ruptura institucional após a histórica rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O que se seguiu à votação no Senado não foi apenas o silêncio de uma derrota, mas um movimento de solidariedade vindo de dentro da própria Corte, onde ministros como Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes fizeram questão de estender a mão ao advogado-geral da União. Em um gesto de amizade que atravessa ideologias, Messias buscou refúgio na casa do ministro André Mendonça, onde, entre orações e conversas reservadas, tentava absorver o impacto de ser o primeiro indicado ao Supremo barrado pelo Legislativo em mais de um século.

No entanto, em meio ao fluxo de mensagens de conforto, um silêncio se destaca pelo peso da mágoa: o corte total de interlocução com o ministro Alexandre de Moraes. Aliados próximos relatam que Messias se recusa terminantemente a atender qualquer chamado do magistrado, por considerar inadmissível o papel que Moraes teria desempenhado nos bastidores para minar sua aprovação. Informações que circularam intensamente no Planalto e nos corredores do Congresso sugerem que o ministro teria enviado recados claros aos senadores, inclusive sugerindo que aqueles com questões pendentes no STF avaliassem com cautela o seu voto, em uma articulação que visava impedir o fortalecimento de um grupo de oposição interna na Corte.

O descontentamento de Jorge Messias é tão profundo que ele já sinalizou ao presidente Lula o desejo de deixar o comando da Advocacia-Geral da União, alegando que a função exige uma harmonia com o Judiciário e o Congresso que ele não se sente mais capaz de manter. O sentimento é de que houve uma traição articulada, onde nomes como Flávio Dino e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também teriam jogado contra o seu nome. Enquanto Moraes tenta, sem sucesso, colocar panos quentes na situação, Messias prefere o acolhimento de Mendonça, que publicamente o defendeu como um homem de caráter íntegro que combateu o bom combate. Esse racha interno não apenas isola figuras centrais do governo, mas redesenha as tensões entre os poderes, deixando claro que as feridas abertas por essa rejeição histórica dificilmente serão cicatrizadas com gestos protocolares.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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