A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12) que a gasolina deverá sofrer reajuste de preço em breve. A declaração foi feita durante teleconferência com analistas para comentar os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.
Segundo a executiva, a definição sobre o aumento envolve fatores de mercado e também a concorrência direta com o etanol, combustível que registrou queda recente nos postos de combustíveis.
Etanol influencia decisão sobre gasolina
Magda explicou que o preço do etanol caiu nas bombas nos últimos 15 dias devido ao aumento da produção e ao início da safra de cana-de-açúcar.
Com isso, a Petrobras avalia cuidadosamente os reajustes da gasolina para manter competitividade diante do biocombustível, especialmente em estados onde o etanol possui forte participação no mercado.
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A relação entre gasolina e etanol é considerada estratégica porque muitos consumidores escolhem o combustível com base na diferença de preços nas bombas.
Governo tenta evitar pressão no diesel
Durante a teleconferência, a presidente da estatal também destacou a parceria da Petrobras com o governo federal para reduzir a dependência externa de diesel e evitar pressões futuras sobre os preços do combustível.
Segundo Magda Chambriard, a companhia estuda projetos capazes de superar a meta atual de produzir internamente 85% da demanda brasileira de diesel até 2030.
A estratégia faz parte do esforço para ampliar a segurança energética do país e reduzir impactos de oscilações internacionais do petróleo e do câmbio.
Petrobras amplia investimentos
A estatal vem aumentando investimentos em:
- refino;
- infraestrutura energética;
- exploração de petróleo;
- transição energética;
- ampliação da produção nacional de combustíveis.
Especialistas avaliam que o aumento da produção doméstica de diesel pode reduzir a vulnerabilidade brasileira às importações e diminuir riscos de alta abrupta nos preços internos.
Ao mesmo tempo, reajustes na gasolina continuam sendo acompanhados de perto pelo mercado financeiro e pelos consumidores, devido ao impacto direto na inflação e no custo de vida.
Mercado acompanha próximos passos
A fala da presidente da Petrobras ocorre em um momento de atenção sobre os preços internacionais do petróleo e os combustíveis no Brasil.
Analistas do setor observam que eventuais reajustes na gasolina podem influenciar:
- inflação;
- transporte;
- alimentos;
- logística;
- atividade econômica.
O comportamento do etanol nas próximas semanas também será decisivo para a política de preços da estatal.