O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (12) que o governo federal estuda oficialmente a criação de um novo Ministério da Segurança Pública, em meio ao avanço das discussões sobre a chamada PEC da Segurança no Congresso Nacional.
A proposta surge em um momento em que o governo enfrenta forte pressão de governadores e parlamentares por respostas mais rígidas ao avanço do crime organizado em diversas regiões do país.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a ideia é criar uma estrutura específica para coordenar políticas públicas voltadas ao combate às facções criminosas, ao tráfico de drogas, ao contrabando de armas e ao fortalecimento das ações integradas entre estados e União.
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Atualmente, grande parte dessas atribuições está concentrada no Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, comandado por autoridades federais responsáveis por áreas como Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Nos bastidores de Brasília, integrantes do governo afirmam que a nova pasta poderia dar maior agilidade às decisões estratégicas e ampliar investimentos em tecnologia de inteligência policial.
A proposta também prevê:
- Integração nacional entre polícias estaduais
- Combate ao crime organizado nas fronteiras
- Reforço no sistema penitenciário
- Ampliação do uso de inteligência artificial em investigações
- Modernização de equipamentos de segurança
O debate ganhou força após recentes operações policiais em diversos estados e o aumento da preocupação com facções criminosas atuando dentro e fora dos presídios brasileiros.
Governadores defendem maior participação financeira do governo federal no combate à criminalidade.
Especialistas em segurança pública afirmam que a criação do ministério pode ajudar na coordenação nacional, mas alertam que apenas mudanças estruturais não resolvem o problema sem investimentos contínuos e políticas preventivas.
A proposta ainda deverá enfrentar debates políticos dentro do Congresso antes de qualquer decisão oficial.