O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, reagiu com firmeza nesta quarta-feira (3) às recentes pressões internacionais que miram a legislação estadual. O foco da polêmica é a lei aprovada pelo parlamento mato-grossense que veda a concessão de incentivos fiscais e terrenos públicos a empresas que aderirem à Moratória da Soja.
A medida ganhou repercussão global após ser citada em uma investigação nos Estados Unidos, que sugeriu a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros como forma de retaliação. Longe de recuar, Russi celebrou o fato de uma iniciativa do Legislativo estadual ter alcançado tamanha relevância mundial, interpretando a reação americana como um sinal de que Mato Grosso retomou o protagonismo sobre suas próprias regras de produção.
Para o parlamentar, a postura dos Estados Unidos reflete uma tentativa de proteger o mercado externo sob o pretexto de preservação ambiental, ignorando que os produtores locais já seguem um dos códigos florestais mais rigorosos do mundo. Ele destacou que a Moratória da Soja vinha funcionando como uma barreira paralela que travava o desenvolvimento econômico do estado, sobrepondo-se à soberania das leis nacionais.
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Ao defender a autonomia de Mato Grosso, Russi enfatizou que a obrigação primordial da Assembleia é proteger os interesses do povo mato-grossense contra intervenções estrangeiras, sejam elas vindas da América do Norte ou da União Europeia, garantindo que o setor produtivo não seja prejudicado por imposições externas.
A estratégia de defesa da economia estadual deve ganhar novos capítulos jurídicos em Brasília. O deputado adiantou que a Procuradoria da Assembleia Legislativa já está mobilizada para enfrentar novos embates na esfera federal, incluindo disputas territoriais e econômicas com estados vizinhos.
Confiante no embasamento jurídico das leis aprovadas em Mato Grosso, o presidente da Casa de Leis reforçou que o parlamento manterá uma postura vigilante e combativa para assegurar que o agronegócio, a indústria e o comércio local continuem operando com segurança jurídica e liberdade, sem ceder a pressões ou ameaças de tarifas comerciais internacionais.