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CentroesteNews

27/10/2025

 

As forças de segurança de Mato Grosso deflagraram, ao longo de outubro, uma série de operações de fiscalização e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas em sete municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Barra do Garças, Água Boa, Nova Xavantina e Querência. Pelo menos oito ações foram realizadas com foco principal em bebidas destiladas suspeitas de contaminação.

As operações envolveram Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, além de vigilâncias sanitárias e órgãos de fiscalização e saúde.

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Durante uma das ações, uma distribuidora em Várzea Grande foi alvo de busca após ser identificada como possível fornecedora de bebidas adulteradas para supermercados no interior do estado. Mais de 7 mil garrafas de whisky foram retidas para análise.

A investigação começou após apreensões realizadas pelas delegacias de Água Boa, Nova Xavantina e Barra do Garças nos dias 22 e 23 de outubro, quando consumidores relataram mal-estar após o consumo das bebidas. Uma das vítimas chegou a ser internada em Goiânia (GO) com suspeita de intoxicação por metanol, substância tóxica que pode causar cegueira e morte.

Segundo o delegado Rogério Ferreira, titular da Delegacia do Consumidor (Decon):

“Ainda não há confirmação de falsificação. A retenção é preventiva, pois foram encontradas divergências entre lotes e embalagens. Até a conclusão das análises, o produto será retirado de circulação.”

O coronel Fernando Augustinho, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), destacou o caráter preventivo e integrado das operações:

“A estratégia é identificar e desarticular fábricas clandestinas, além de intensificar o monitoramento em pontos de venda. A Politec analisa rótulos, tampas e o conteúdo das garrafas, fornecendo provas técnicas para as investigações.”

A Politec segue um protocolo rigoroso, dividido em quatro etapas:

  1. Coleta de amostras nos locais de apreensão.

  2. Documentoscopia: verificação de rótulos, lacres e selos.

  3. Química Forense: análise do líquido para identificar substâncias proibidas, como metanol.

  4. Toxicologia Forense: cromatografia para medir toxinas e confirmar intoxicação em vítimas.

O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, ressaltou que o trabalho pericial foi essencial para confirmar o primeiro caso de intoxicação por metanol no estado:

“Sem a perícia, não há como comprovar o crime nem proteger a população. A análise técnica é o que permite retirar o produto adulterado do mercado e responsabilizar os envolvidos.”

O metanol, utilizado ilegalmente para baratear a produção, pode causar:

  • Náuseas e dores intensas

  • Perda de visão irreversível

  • Danos neurológicos

  • Morte, em casos de ingestão elevada

Especialistas alertam para que consumidores verifiquem lacres, rótulos, cheiro e procedência da bebida, e denunciem suspeitas.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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