CentroesteNews
10/10/2025
O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE, revela que mais de um terço dos trabalhadores do país (35,3%) cerca de 31,3 milhões de pessoas recebia até R$ 1.212 por mês. Por outro lado, apenas 7% ganhavam acima de cinco salários mínimos (R$ 6.060), evidenciando a forte concentração de renda no topo da pirâmide.
A maioria dos brasileiros está na faixa intermediária: dois em cada três trabalhadores vivem com um ou dois salários mínimos mensais.
Os dados também mostram que a diferença de rendimento entre homens e mulheres permanece significativa. Enquanto os homens receberam, em média, R$ 3.115, as mulheres ficaram com R$ 2.506 uma diferença de 24%, mesmo com elas apresentando níveis educacionais mais elevados.
A renda média também varia conforme a região do país. No Nordeste e Norte, os trabalhadores recebem cerca de 70% da média nacional (R$ 2.851), enquanto no Centro-Oeste e Sul, a média ultrapassa R$ 3 mil, puxando o rendimento para cima.
Apesar das diferenças, houve avanço entre os mais pobres: a metade mais pobre da população teve crescimento salarial de 10,7% acima da inflação, indicando algum respiro diante das desigualdades históricas.
Os números, embora ainda influenciados pelos efeitos da pandemia e pela recuperação gradual do mercado de trabalho, confirmam um dado recorrente: a renda no Brasil não acompanha a mesma velocidade de crescimento dos empregos, mantendo um cenário de disparidades significativas entre regiões, gêneros e classes sociais.