Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --

Juventude sob sentença: o silêncio global diante da repressão no Irã

juventude-sob-sentenca-o-silencio-global-diante-da-repressao-no-ira
Compartilhar

CentroesteNews
14/01/2026

A juventude iraniana tem nome, idade e sonhos. E, neste momento, está sendo esmagada por um regime que responde a pedidos de liberdade com violência extrema, intimidação e morte. Uma nova onda de protestos tomou as ruas do país, impulsionada por jovens que já não aceitam viver sob uma ditadura teocrática marcada pelo medo e pela repressão sistemática.

A reação do Estado é brutal. Prisões em massa, execuções anunciadas, tortura e terror institucionalizado fazem parte da resposta oficial às manifestações. Mais de 12 mil pessoas já teriam sido mortas, em sua maioria jovens, detidos simplesmente por ousarem exigir direitos básicos e liberdade de escolha. Entre eles está Erfan Soltani, de 26 anos, citado como mais um entre milhares que o regime tenta transformar em exemplo para sufocar qualquer forma de resistência.

No Irã, o poder não governa, extermina. Estudantes, mulheres, trabalhadores e cidadãos comuns tornam-se alvos quando desafiam normas impostas por um Estado que controla corpos, comportamentos e até a existência das pessoas. O “crime” atribuído a essa geração é desejar uma vida sem imposições religiosas obrigatórias, sem censura, sem polícia moral e sem um sistema que decide quem pode ou não viver com dignidade.

📲 Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)!

Diante desse cenário, o silêncio internacional se torna ensurdecedor. Vozes que se apresentam como defensoras universais dos direitos humanos permanecem caladas. Ativistas, influenciadores, artistas e líderes políticos que se mobilizam em outras causas globais ignoram a repressão iraniana, revelando uma seletividade que transforma direitos humanos em ferramenta de conveniência política.

Esse silêncio não é neutro. Ignorar o massacre equivale a compactuar com ele. Fingir que não acontece é escolher um lado, o lado do opressor. Direitos humanos não podem ser condicionados à ideologia, à narrativa ou à utilidade do momento. Quando a defesa da vida depende de alinhamento político, ela deixa de ser defesa e passa a ser oportunismo.

Enquanto jovens são perseguidos e mortos, o regime segue operando impunemente. E aqueles que se autoproclamam “humanitários” seguem em silêncio. A história, porém, costuma ser implacável com os que se omitiram diante da barbárie.

Liberdade não tem rótulo. Ou se defende a vida, ou se aceita o papel de cúmplice do carrasco.

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.