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Justiça do Irã nega condenação à morte de manifestante e tenta conter pressão internacional

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CentroesteNews
15/01/2026

A Justiça do Irã afirmou nesta quinta-feira (15) que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, não foi condenado à pena de morte, contrariando informações divulgadas por familiares e repercutidas pela ONG Hengaw, que monitora violações de direitos humanos no país. Soltani foi preso em sua residência após participar de protestos contra o regime iraniano.

Segundo o Judiciário iraniano, o jovem está atualmente detido no presídio central de Karaj e responde a acusações de “conluio contra a segurança interna do país” e “atividades de propaganda contra o regime”. As autoridades afirmam que esses crimes não preveem a aplicação da pena capital, em uma tentativa de afastar denúncias de execuções iminentes de manifestantes.

A declaração ocorre em meio a forte pressão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia alertado que Washington adotaria “medidas muito duras” caso o Irã passasse a executar manifestantes detidos durante a onda de protestos. A fala elevou o tom diplomático e ampliou a atenção global sobre a repressão em curso no país.

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Diante do agravamento da crise, o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir ainda nesta quinta-feira para discutir a situação no Irã. O encontro busca avaliar denúncias de violações sistemáticas de direitos humanos e possíveis respostas da comunidade internacional ao endurecimento do regime contra opositores.

Organizações independentes apontam um cenário cada vez mais grave. De acordo com ONGs de direitos humanos, a repressão aos protestos já resultou em mais de 3,4 mil mortes, número atualizado na quarta-feira (14). As entidades afirmam que há prisões em massa, julgamentos acelerados e restrições severas à informação, o que dificulta a verificação independente dos casos.

Analistas avaliam que a negativa oficial sobre a condenação de Erfan Soltani pode ser uma estratégia do regime para reduzir a pressão externa, sem, necessariamente, sinalizar mudanças estruturais na condução da crise. O caso segue acompanhado por organizações internacionais e governos estrangeiros, que cobram transparência e garantias legais aos detidos.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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