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Júri condena faccionados a 237 anos por sequestro de 14 nordestinos e assassinato de três em Rondonópolis

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CentroesteNews
30/01/2026

O Tribunal do Júri de Rondonópolis (220 km de Cuiabá) condenou, nesta quinta-feira (30), Marcelo Lourenço da Silva e Wesley Musquim de Sousa a 118 anos e 6 meses de prisão cada, totalizando 237 anos de reclusão. Eles foram considerados culpados por três homicídios triplamente qualificados, tortura, sequestro e cárcere privado qualificado contra 14 vítimas, além de integração a organização criminosa armada.

Durante o julgamento, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) foi representado pelos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri).

De acordo com a sentença, os dois réus participaram diretamente da série de crimes, que envolveu o sequestro de 14 pessoas, submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico com o objetivo de obter informações e reforçar o controle territorial da facção criminosa.

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Três vítimas — Antônio José dos Santos Filho, Rennan do Nascimento Barreto e Talison Ferreira da Silva — foram assassinadas. O Conselho de Sentença reconheceu, em todos os casos, as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Para cada homicídio, os réus receberam pena de 30 anos de prisão. Além disso, foram condenados a 10 anos e 6 meses por integrar organização criminosa armada. Em concurso formal, também receberam 10 anos e 6 meses por sequestro e cárcere privado qualificado e 7 anos e 6 meses por tortura, crimes praticados contra as 14 vítimas. A soma das penas, em concurso material, resultou em 118 anos e 6 meses de reclusão para cada condenado.

Durante os debates, o promotor Fabison Miranda Cardoso destacou a gravidade dos crimes e o impacto social da atuação da organização criminosa. Já o promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque afirmou que a pena aplicada é essencial para impedir que crimes dessa magnitude voltem a ameaçar a segurança da comunidade.

As investigações apontaram que Marcelo e Wesley integravam a estrutura da facção e atuaram tanto no planejamento quanto na execução das ações criminosas. A denúncia inicial envolvia sete investigados. Os demais acusados continuam respondendo a processos desmembrados.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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