O ex-comandante militar Ratko Mladić, condenado por genocídio e crimes de guerra, está em estado grave após sofrer um AVC enquanto cumpre prisão perpétua em Haia, na Holanda.
A informação foi divulgada por seu filho, Darko Mladić, à televisão pública local nesta quarta-feira (15). Segundo ele, o quadro de saúde do pai vem piorando progressivamente, aumentando a preocupação da família.
De acordo com relatos médicos repassados à família, os profissionais inicialmente acreditavam que se tratava de um AVC leve. Mladić chegou a ser transferido para um hospital civil para exames, mas posteriormente retornou à unidade prisional. Ainda assim, o estado atual é descrito como “muito grave”.
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Aos 83 anos, Mladić cumpre pena após ser condenado em 2017 pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, responsável por julgar crimes cometidos durante os conflitos nos Bálcãs.
Ele ficou conhecido mundialmente como “açougueiro da Bósnia” por seu papel central em dois dos episódios mais brutais da Guerra da Bósnia:
- o cerco à cidade de Sarajevo, que durou anos;
- e o Massacre de Srebrenica, onde cerca de 8 mil homens e meninos muçulmanos bósnios foram assassinados.
Mladić foi preso apenas em 2011, após passar mais de 16 anos foragido, e desde então cumpre pena sob custódia internacional.
Em 2025, a Justiça internacional chegou a negar um pedido de libertação por motivos de saúde, afirmando que ele não apresentava uma doença terminal naquele momento.
Até agora, autoridades do tribunal não comentaram oficialmente sobre o atual estado clínico do ex-militar.
O caso reacende debates sobre justiça internacional, memória histórica e o cumprimento de penas por crimes de guerra, mesmo diante de condições de saúde graves.