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Idoso perde R$ 300 mil após ser enganado com diagnóstico de falsa doença e promessas espirituais

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A vulnerabilidade emocional e a exploração da fé tornaram-se o pano de fundo de um prejuízo financeiro avassalador para um idoso de 71 anos em Lucas do Rio Verde.

O caso, que culminou na Operação Hipnose Financeira deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira, revela um esquema de estelionato meticuloso, onde a vítima foi convencida de que sofria de uma doença grave inexistente. Tudo começou em um encontro casual em um supermercado, quando uma das suspeitas abordou o senhor e utilizou um falso diagnóstico para iniciar uma relação de manipulação psicológica.

Ao longo de meses, o idoso foi induzido a realizar sucessivas transferências bancárias, somando um rombo superior a R$ 300 mil, sob a promessa de que rituais e trabalhos espirituais seriam a única saída para sua suposta enfermidade.

O alerta veio dos próprios familiares, que notaram um isolamento incomum e um comportamento financeiro desesperado, já que o idoso passou a buscar empréstimos com vizinhos e amigos para alimentar os pagamentos exigidos pelo grupo.

A investigação da Delegacia de Lucas do Rio Verde aponta que a quadrilha agia de forma interestadual, demonstrando uma mobilidade geográfica que dificultava o rastreio das autoridades.

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Essas mulheres escolhiam vítimas vulneráveis e utilizavam pressão emocional constante, chegando a cobrar valores recentes de até R$ 15 mil para não interromper os supostos rituais.

O abalo psicológico sofrido pela vítima era tão profundo que ele se afastou do convívio familiar, vivendo sob o que a polícia descreveu como uma verdadeira prisão emocional baseada no medo e na esperança forjada.

Com o cumprimento de sete ordens judiciais, que incluíram buscas, apreensões e o bloqueio de bens das envolvidas, a Polícia Civil busca agora identificar outras pessoas que possam ter caído no mesmo golpe em diferentes cidades de Mato Grosso. O caso serve como um duro lembrete sobre os perigos da manipulação que se utiliza de crenças pessoais para cometer crimes financeiros. Enquanto os elementos probatórios são analisados através da quebra de sigilos telefônicos, a prioridade das autoridades é tentar assegurar alguma forma de reparação para o prejuízo do idoso, que viu as economias de uma vida serem drenadas por uma rede de mentiras e falsas promessas de cura.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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