Procuradores de 29 estados dos Estados Unidos acusam a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, de ter desenvolvido suas plataformas de forma deliberada para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes.
O caso começa a ser julgado nesta terça-feira (18) e pode representar um dos maiores desafios judiciais já enfrentados pela empresa. Segundo a acusação, recursos das plataformas teriam sido projetados para manter usuários jovens conectados por períodos prolongados, mesmo diante de possíveis impactos negativos.
O processo também pode gerar consequências para o modelo de negócios da Meta. As autoridades buscam responsabilizar a companhia por supostas práticas consideradas prejudiciais ao público jovem e podem exigir mudanças no funcionamento de seus produtos.
A disputa é acompanhada de perto pelo setor de tecnologia porque uma eventual decisão desfavorável à Meta poderá estabelecer um precedente para outras grandes empresas de redes sociais e tecnologia, como Google e TikTok.
A ação envolve valores que podem chegar à casa de trilhões de dólares em possíveis penalidades, embora o montante efetivamente aplicável dependa das decisões judiciais e do resultado do processo.
O julgamento deverá analisar documentos internos, estratégias de desenvolvimento das plataformas e alegações sobre o conhecimento da empresa a respeito dos efeitos de seus produtos sobre usuários jovens.
O caso pode influenciar futuras discussões nos Estados Unidos sobre a responsabilidade das grandes plataformas digitais, especialmente em relação à proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.