CentroesteNews
12/01/2026
A Polícia Nacional da Espanha anunciou, nesta segunda-feira (12), a apreensão de quase 10 toneladas de cocaína em um navio cargueiro que cruzava o oceano Atlântico com destino à Europa. A embarcação havia partido do Brasil e declarava transportar sal como carga oficial, estratégia frequentemente usada por organizações criminosas para camuflar grandes volumes de entorpecentes.
De acordo com as autoridades espanholas, a droga estava oculta entre toneladas de sal, distribuída em aproximadamente 300 fardos cuidadosamente acondicionados para dificultar a identificação durante inspeções rotineiras. A operação resultou na prisão dos 13 tripulantes que estavam a bordo do navio no momento da abordagem.
Investigadores apontam que a apreensão faz parte de uma ofensiva contra rotas marítimas internacionais do narcotráfico, utilizadas por facções que atuam na América do Sul e abastecem o mercado europeu. O uso de cargas lícitas, como sal, grãos ou minérios, é uma das táticas mais comuns para despistar a fiscalização portuária.
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Segundo fontes da investigação, a quantidade apreendida indica que a droga tinha como destino redes de distribuição em larga escala, com potencial de movimentar centenas de milhões de euros no mercado ilegal europeu.
A ação foi conduzida após meses de investigação e cooperação internacional, envolvendo monitoramento da embarcação desde a saída da América do Sul. A polícia não divulgou o nome do navio nem o porto exato de origem no Brasil, para não comprometer outras frentes de apuração ainda em andamento.
As autoridades espanholas destacaram que a apreensão representa um duro golpe financeiro ao crime organizado, além de evidenciar a importância do intercâmbio de informações entre países no combate ao tráfico transnacional de drogas.
Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia, enquanto os tripulantes permanecem detidos e devem responder por tráfico internacional de drogas, crime que pode resultar em penas elevadas de prisão na Espanha. A investigação segue para identificar os financiadores e destinatários finais da carga ilícita.