CentroesteNews
12/09/2025
Durante incursões da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes do INSS, o advogado Nelson Wilians foi alvo de mandados de busca e apreensão em casa e no escritório na manhã desta sexta-feira (12/09). O advogado, que normalmente chama atenção pela ostentação da vida luxuosa, agora está no centro das investigações de fraudes bilionárias contra o INSS.
O advogado Nelson Wilians é fundador do escritório Nelson Wilians & Advogados Associados e já atuou em casos emblemáticos como a discussão da herança de Gugu Liberato. Aparentemente por essa exposição, e outras, as atenções se voltaram para o advogado em meio a um mar de incursões da Polícia Federal.
Os mandados de busca e apreensão contra o advogado Nelson Wilians se baseiam em informações do Coaf. Segundo o órgão, foram movimentados mais de R$4 bilhões na conta do advogado de maneira suspeita, entre 2019 e 2023, incluindo pagamentos a Maurício Camisotti, preso nesta manhã também sob acusação de envolvimento na fraude do INSS.
Wilians, através de nota, esclareceu que sua ligação com Cammisotti é fruto de transações totalmente legais. Além disso, o advogado Nelson Wilians afirma estar colaborando ao máximo com as autoridades investigativas, embora não tenha sido acusado ou preso. Ao que tudo indica, as investigações seguirão com quebras de sigilos a ações correlatas que esclareçam a possível relação do advogado com o esquema de descontos indevidos do INSS.
Além do advogado Nelson Wilians, outros personagens da trama ganharam holofotes hoje. Antônio Carlos Camilo Antunes, identificado como figura principal da fraude e conhecido como “Careca do INSS” chegou a ser preso durante as incursões. Assim como o “Careca”, Maurício Camisotti também teve sua prisão preventiva decretada e cumprida.
Como resultado da deflagração, foram apreendidos também bens e valores significativos. Entre eles estavam, por exemplo, relógios de luxo, obras de arte e até uma Ferrari que já foi dirigida por Ayrton Senna, estimada em R$3,5 milhões.
Embora se trate de uma apreensão expressiva, nada se compara ao prejuízo de aproximadamente R$6,3 bilhões deixado pelos descontos indevidos. O caso já ganhou ampla repercussão devido ao valor bilionário envolvido e ao perfil dos investigados. e as autoridades continuam analisando a extensão das movimentações suspeitas e possíveis conexões entre os participantes do esquema.
Enquanto isso, a Operação Sem Desconto traz à tona a fragilidade do sistema previdenciário e a necessidade de maior rigor nas investigações e reforço na segurança do sistema como um todo.
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