Um vídeo que circula nas redes sociais reacende a polêmica em torno do Dr. Anthony Fauci, ex-chefe da assessoria médica da Casa Branca, tratado por anos como o cientista com maior credibilidade no mundo durante a pandemia de covid-19.
A produção, de cunho opinativo, usa anotações atribuídas ao diário pessoal do infectologista — supostamente descobertas nos servidores do governo dos Estados Unidos e divulgadas pelo Senado americano — para sustentar a tese de que Fauci teria vivido “inebriado pela fama” enquanto a população enfrentava o lockdown.
De acordo com o vídeo, o médico teria confidenciado ao diário, em 21 de maio de 2020, no auge da emergência sanitária: “Matéria de capa gigante sobre mim no Washington Post, muito elogiosa. A situação da minha fama nacional e internacional é explosiva, inimaginável. Não é exagero dizer que hoje eu sou a pessoa mais famosa e mais falada no país, e uma das pessoas mais reconhecidas no mundo”.
A produção destaca supostas recorrências nas anotações: a palavra “herói” apareceria 49 vezes em autorreferência, “prêmio” 80 vezes e “imprensa” 641 vezes. O material também aponta contradições, como supostos jantares com o apresentador da CNN Jake Tapper no auge do lockdown — “Jantei na casa de Jake Tapper e esposa.
Casal maravilhoso, descontraído, agradável, amizade crescendo” — e a preocupação de Fauci em ser flagrado sem máscara, enquanto orientava o uso do item até por crianças pequenas. “Chequei com a cantora Joan Baez se haveria protocolo de uso de máscaras, porque a imprensa faria festa se me visse com ela e nós não estivéssemos usando máscaras”, registraria o diário.
O vídeo também relembra episódios no Brasil, como a saída do então ministro da Saúde Henrique Mandetta com aglomeração, beijos e abraços, sem máscara, e defende a tese de que as medidas de paralisação econômica teriam motivação política, ligada à disputa pela reeleição de Donald Trump.
Ao final, aponta a influência de Fauci no fechamento de escolas em Nova York e na Califórnia, classificando a suspensão das aulas como “o maior crime pedagógico do século”. “Falei com o prefeito de Nova York e o convenci a fechar as escolas da cidade. Ele disse que fundamentaria a decisão com base na minha recomendação”, afirmaria o diário.
As informações apresentadas no vídeo são atribuídas à publicação e não foram confirmadas de forma independente por esta redação.