A arrecadação das campanhas dos deputados estaduais de Mato Grosso que disputam a reeleição começou a avançar na primeira semana oficial da disputa. Segundo o levantamento apresentado com base nos registros enviados à Justiça Eleitoral, 13 dos 23 candidatos já declararam recursos para as campanhas de 2026.
Na primeira parcial, sete deputados haviam registrado recursos próprios. Agora, seis novos nomes passaram a integrar a relação.
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“A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ao defender o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), o parlamentar classificou a situação como muito ruim e destacou a importância da atuação dos órgãos responsáveis, além do acompanhamento da imprensa, para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades. “Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências, eu falo em nome do parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou Max. O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas. A Operação A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal (PF), com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE, Sérgio Ricardo de Almeida, além de outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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O maior valor declarado é do deputado Eduardo Botelho (MDB), com R$ 200 mil. Em seguida aparecem Elizeu Nascimento (Novo), com R$ 92 mil; Valmir Moretto (Republicanos), com R$ 76 mil; e Faissal Calil (PL), com R$ 70 mil.
Também registraram recursos Thiago Silva (MDB), com R$ 36,6 mil; Paulo Araújo (Republicanos), com R$ 37 mil; Max Russi (Podemos), com R$ 33,6 mil; Valdir Barranco (PT), com R$ 30 mil; Wilson Santos (PSD), com R$ 20,1 mil; Diego Guimarães (Republicanos), Fabinho (Podemos) e Nininho (Republicanos), com R$ 20 mil cada; e Gilberto Cattani (PL), com R$ 7,5 mil.
Entre os candidatos que passaram a aparecer na nova parcial, alguns também declararam recursos próprios. Elizeu Nascimento informou R$ 92 mil, Faissal Calil R$ 70 mil, Thiago Silva R$ 36,6 mil e Valdir Barranco R$ 20 mil.
Somados, os valores declarados pelos 13 candidatos chegam a aproximadamente R$ 662,7 mil. O montante considera recursos provenientes das diferentes fontes permitidas pela legislação eleitoral e não apenas valores desembolsados pelos próprios candidatos.
Enquanto isso, dez dos 23 deputados que buscam a reeleição ainda não apresentavam recursos declarados ou prestação de contas disponível no momento do levantamento.
Fontes permitidas
A legislação eleitoral permite que candidatos utilizem recursos próprios para financiar suas campanhas. Também são permitidas doações financeiras de pessoas físicas, recursos repassados pelos partidos e receitas provenientes da comercialização de bens e serviços ou da realização de eventos de arrecadação.
Os partidos podem ainda transferir recursos às candidaturas, desde que a origem seja identificada. Entre as fontes estão o Fundo Partidário, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), doações de pessoas físicas aos partidos, contribuições de filiados e receitas obtidas em eventos ou na comercialização de bens e serviços.
Os valores e as prestações de contas podem sofrer alterações conforme novas informações sejam apresentadas à Justiça Eleitoral.