A arrecadação das campanhas dos deputados estaduais de Mato Grosso que disputam a reeleição começou a avançar na primeira semana oficial da disputa. Segundo o levantamento apresentado com base nos registros enviados à Justiça Eleitoral, 13 dos 23 candidatos já declararam recursos para as campanhas de 2026.
Na primeira parcial, sete deputados haviam registrado recursos próprios. Agora, seis novos nomes passaram a integrar a relação.
O maior valor declarado é do deputado Eduardo Botelho (MDB), com R$ 200 mil. Em seguida aparecem Elizeu Nascimento (Novo), com R$ 92 mil; Valmir Moretto (Republicanos), com R$ 76 mil; e Faissal Calil (PL), com R$ 70 mil.
Também registraram recursos Thiago Silva (MDB), com R$ 36,6 mil; Paulo Araújo (Republicanos), com R$ 37 mil; Max Russi (Podemos), com R$ 33,6 mil; Valdir Barranco (PT), com R$ 30 mil; Wilson Santos (PSD), com R$ 20,1 mil; Diego Guimarães (Republicanos), Fabinho (Podemos) e Nininho (Republicanos), com R$ 20 mil cada; e Gilberto Cattani (PL), com R$ 7,5 mil.
Entre os candidatos que passaram a aparecer na nova parcial, alguns também declararam recursos próprios. Elizeu Nascimento informou R$ 92 mil, Faissal Calil R$ 70 mil, Thiago Silva R$ 36,6 mil e Valdir Barranco R$ 20 mil.
Somados, os valores declarados pelos 13 candidatos chegam a aproximadamente R$ 662,7 mil. O montante considera recursos provenientes das diferentes fontes permitidas pela legislação eleitoral e não apenas valores desembolsados pelos próprios candidatos.
Enquanto isso, dez dos 23 deputados que buscam a reeleição ainda não apresentavam recursos declarados ou prestação de contas disponível no momento do levantamento.
Fontes permitidas
A legislação eleitoral permite que candidatos utilizem recursos próprios para financiar suas campanhas. Também são permitidas doações financeiras de pessoas físicas, recursos repassados pelos partidos e receitas provenientes da comercialização de bens e serviços ou da realização de eventos de arrecadação.
Os partidos podem ainda transferir recursos às candidaturas, desde que a origem seja identificada. Entre as fontes estão o Fundo Partidário, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), doações de pessoas físicas aos partidos, contribuições de filiados e receitas obtidas em eventos ou na comercialização de bens e serviços.
Os valores e as prestações de contas podem sofrer alterações conforme novas informações sejam apresentadas à Justiça Eleitoral.