CentroesteNews
30/07/2025
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, nesta segunda-feira (28), uma resolução que proíbe o uso de sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos para a realização de tatuagens no Brasil. A medida já está em vigor e foi divulgada oficialmente no Diário Oficial da União.
A nova norma vale para todos os tipos de tatuagem, independentemente do tamanho ou da região do corpo onde o procedimento será feito. A única exceção prevista são os casos de tatuagens com finalidade reparadora, como parte de procedimentos médicos de reconstrução corporal, geralmente indicados após cirurgias, traumas ou condições clínicas específicas.
A decisão ocorre em meio ao debate sobre os riscos do uso inadequado da anestesia em ambientes não hospitalares, especialmente após a morte do empresário e influenciador Ricardo Godoi, de 46 anos, que faleceu durante o processo de anestesia para fazer uma tatuagem em Itapema (SC), em abril deste ano.
Godoi passou por sedação e intubação no próprio estúdio de tatuagem, com a presença de um anestesista particular. A tatuagem, no entanto, nunca chegou a ser iniciada. Segundo relatos, o empresário havia realizado acompanhamento prévio e estava aparentemente apto ao procedimento, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a sedação.
A nova resolução do CFM visa coibir práticas que envolvem riscos à vida quando realizadas sem respaldo em ambiente hospitalar adequado e sem necessidade clínica comprovada. O conselho reforça que anestesia é um procedimento médico de alta complexidade, que deve ser feito apenas com indicação formal e em ambientes controlados.
A medida também tem caráter preventivo e busca orientar tanto os profissionais de saúde quanto os estúdios de tatuagem, visando a segurança dos pacientes e o respeito às boas práticas médicas.