A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a estimativa da safra brasileira de grãos 2025/26. No 10º levantamento divulgado nesta terça-feira (14), a estatal projeta uma produção de 360,1 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao previsto no mês passado e 2,2% acima do registrado na safra anterior. Caso a projeção se confirme, o país colherá cerca de 7,8 milhões de toneladas a mais de grãos em relação ao ciclo passado.
Segundo a Conab, o crescimento é impulsionado principalmente pela expansão da área cultivada, enquanto a produtividade média nacional deve permanecer estável, estimada em 4.311 quilos por hectare. As condições climáticas também têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, com chuvas regulares e boa umidade do solo em boa parte das regiões produtoras.
A soja segue como a principal cultura do país e já teve sua colheita concluída. A produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% na comparação com a safra passada. O resultado é atribuído ao aumento da área plantada, ao uso de tecnologias no campo e ao clima favorável durante o ciclo.
Para o milho, a expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, mantendo o cereal como o segundo maior produto da agricultura brasileira. A primeira safra está praticamente encerrada, enquanto a segunda safra segue em fase de colheita e deve responder pela maior parte da produção nacional.
Entre os alimentos básicos, a produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, uma redução de 13,1% em relação ao ciclo anterior devido à diminuição da área cultivada. Já o feijão deve alcançar 3 milhões de toneladas, volume 1,4% menor que o da safra passada, influenciado por adversidades climáticas registradas em diferentes regiões do país. Apesar da queda, a Conab afirma que a oferta será suficiente para abastecer o mercado interno.
No algodão, a estimativa é de 4,06 milhões de toneladas de pluma. Mesmo com uma redução na área plantada, o ganho de produtividade compensou as perdas, favorecido pelas boas condições climáticas. A expectativa também é de aumento nas exportações da fibra brasileira.
Em contrapartida, o trigo apresenta um cenário menos favorável. A Conab prevê uma colheita de 6 milhões de toneladas, queda de 23,5% em relação à safra anterior. A redução é consequência da menor área destinada ao cultivo e da expectativa de produtividade inferior neste ciclo.