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Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência

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CentroesteNews

23/05/2025

Anna Vitória Bispo

 

 

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O Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade.

Esse número inclui pessoas com impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar, manusear objetos pequenos ou com limitações mentais severas, que impactam a comunicação, cuidados pessoais, estudo, trabalho e outras atividades cotidianas.

A definição de deficiência usada pelo IBGE considera apenas os casos em que há grande dificuldade ou total impossibilidade. Quem tem apenas dificuldades leves não entra nessa estatística, como explicou a pesquisadora Luciana Alves, do instituto.

Perfil por sexo e idade

Entre os 14,4 milhões de pessoas com deficiência identificadas em 2022:

  • 8,3 milhões são mulheres (8,1% da população feminina)

  • 6,1 milhões são homens (6,4% da população masculina)

O levantamento também mostra que a prevalência de deficiência aumenta com a idade. Por exemplo:

  • Entre crianças de 2 a 14 anos, a taxa varia entre 1,4% e 2,8%;

  • Passa dos 5% a partir dos 40 anos;

  • Ultrapassa os 10% a partir dos 55 anos;

  • Chega a 30% dos 80 anos em diante;

  • Supera os 50% entre os que têm 90 anos ou mais.

Tipos de deficiência

As principais dificuldades relatadas foram:

  • Visão: 7,9 milhões de pessoas

  • Locomoção: 5,2 milhões

  • Manuseio de objetos: 2,7 milhões

  • Audição: 2,6 milhões

  • Limitação mental: 1,4 milhão

Além disso, 2% da população declarou ter duas ou mais deficiências.

Distribuição racial

A proporção de pessoas com deficiência também varia conforme a raça/cor:

  • Pretos: 8,6%

  • Indígenas: 7,9%

  • Pardos: 7,2%

  • Brancos: 7,1%

  • Amarelos: 6,6%

Autismo (TEA)

O Censo identificou 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,2% da população. A condição é mais comum entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,9%). Ao todo:

  • 1,4 milhão são homens

  • 1 milhão são mulheres

A maior prevalência está entre crianças de 5 a 9 anos (2,6%), seguida por:

  • Até 4 anos: 2,1%

  • 10 a 14 anos: 1,9%

  • 15 a 19 anos: 1,3%

  • Outras faixas etárias: entre 0,8% e 1%

Luciana Alves, do IBGE, aponta que esse padrão pode estar relacionado ao maior acesso ao diagnóstico nas gerações mais jovens.

Em termos de raça/cor, a prevalência do TEA é:

  • Brancos: 1,3%

  • Amarelos: 1,2%

  • Pretos e pardos: 1,1%

  • Indígenas: 1,9%

O IBGE ressalta que nem todas as pessoas com TEA são classificadas como pessoas com deficiência, apenas aquelas que apresentam limitações graves nos critérios considerados.

Distribuição regional

A Região Nordeste concentra o maior percentual de pessoas com deficiência (8,6%), superando a média nacional. É também a região com as maiores taxas em todos os tipos analisados:

  • Visão: 4,8%

  • Audição: 1,4%

  • Locomoção: 3%

  • Manuseio de objetos: 1,6%

  • Funções mentais: 1,6%

  • Duas ou mais deficiências: 2,4%

As outras regiões apresentam os seguintes percentuais:

  • Norte: 7,1%

  • Sudeste: 6,8%

  • Sul: 6,6%

  • Centro-Oeste: 6,5%

Condições de moradia

Em 16% dos domicílios brasileiros, havia pelo menos uma pessoa com deficiência. Essa proporção sobe para:

  • 19,3% nas casas sem banheiro ou esgoto sanitário

  • 18% nas que não têm acesso à rede geral de água

Já os domicílios com pessoas com TEA representam 2,9% do total nacional.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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