O governo brasileiro decidiu manter sua participação no Tribunal Penal Internacional mesmo diante de uma pressão dos Estados Unidos para que países da América Latina e do Caribe abandonem a instituição.
A movimentação ganhou força depois de declarações de autoridades norte-americanas contra a atuação do tribunal. Em Brasília, a avaliação é de que o Brasil não pretende rever sua posição nem abrir mão da participação em uma corte internacional criada para julgar crimes considerados de extrema gravidade.
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O Tribunal Penal Internacional atua em casos envolvendo genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e outras violações graves. Os Estados Unidos não integram formalmente a instituição, mas demonstram preocupação com a possibilidade de cidadãos ou autoridades norte-americanas serem investigados em determinadas situações.
A posição brasileira acrescenta um novo ponto de divergência nas relações entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, questões diplomáticas, políticas e comerciais já vinham provocando atritos entre os dois países.
Para o governo brasileiro, permanecer no tribunal também representa a manutenção de compromissos internacionais assumidos pelo país e uma defesa do funcionamento de instituições multilaterais.