Equipes brasileiras iniciaram no sábado (27) as operações de busca e salvamento na Venezuela, após os fortes terremotos que atingiram o país nos últimos dias e deixaram um cenário de destruição, desabamentos e interrupção de serviços essenciais.
De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o primeiro dia da missão foi concentrado na localização de vítimas presas sob escombros, utilizando tecnologia especializada e equipes treinadas para operações de resgate em áreas colapsadas.
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Tecnologia e cães farejadores nas buscas
A força-tarefa brasileira emprega sensores de movimento capazes de identificar sinais vitais, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores especializados em busca e resgate.
Os trabalhos estão sendo realizados em cooperação com autoridades venezuelanas e integrantes da missão internacional organizada para ampliar as chances de localização de sobreviventes nas áreas mais atingidas pelos tremores.
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Segundo o governo brasileiro, as equipes atuam em locais previamente mapeados pelas autoridades locais, priorizando regiões com maior concentração de desabamentos.
Quarto voo humanitário será enviado
Na tarde deste domingo (28), o Brasil enviará o quarto voo humanitário para a Venezuela, transportando mais 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Com o novo contingente, o número de profissionais brasileiros mobilizados para a operação será ampliado, reforçando as ações de busca, resgate e apoio às autoridades locais.
A missão é coordenada pelo MIDR, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, em articulação com governos estaduais e órgãos de defesa civil.
Apoio internacional
A operação brasileira integra uma força-tarefa internacional voltada à resposta emergencial aos terremotos, com foco na localização de sobreviventes e na redução dos impactos humanitários da tragédia.
Além das buscas, a expectativa é que as próximas etapas da missão incluam apoio logístico, avaliação de danos e auxílio às populações afetadas pela falta de energia elétrica, água e outros serviços básicos.
As autoridades venezuelanas ainda trabalham na atualização do número oficial de vítimas, feridos e desalojados, enquanto equipes de diversos países seguem mobilizadas nas áreas mais atingidas.