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Busca por sobreviventes continua na Venezuela após terremotos que deixaram quase 1.500 mortos

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Equipes de resgate seguem mobilizadas na Venezuela em busca de sobreviventes dos dois fortes terremotos que atingiram o país na última semana. A operação humanitária ocorre em meio a um cenário de devastação, com milhares de desaparecidos e cidades inteiras afetadas pelos tremores.

O número de mortos se aproxima de 1.500 vítimas, enquanto dezenas de equipes estrangeiras continuam chegando ao estado de La Guaira, considerado o mais atingido pela tragédia.

Governo divulga balanço atualizado

Segundo informações divulgadas pelo governo venezuelano, o total de mortos chegou a 1.450 pessoas no domingo, após a confirmação de novas vítimas.

As autoridades também informaram que:

Mortos

centro oeste news 3

1.450

Feridos

3.150

Deslocados

12.721

Prédios desabados

774

Os números ainda podem aumentar à medida que as buscas avançam em áreas de difícil acesso.

Voluntários atuaram antes da chegada do reforço internacional

Nos primeiros dias após os terremotos, moradores, familiares e voluntários passaram horas removendo escombros manualmente na tentativa de resgatar sobreviventes e recuperar corpos.

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Muitos relataram falta de equipamentos pesados, escassez de recursos e presença limitada de equipes oficiais nas regiões mais afetadas.

Somente depois chegaram ao país mais de 2.600 socorristas estrangeiros, que passaram a reforçar as operações de busca e salvamento.

Réplicas aumentam tensão

Além da destruição inicial, centenas de réplicas continuam sendo registradas, agravando danos estruturais e mantendo a população em estado permanente de alerta.

O risco de novos desabamentos tem dificultado o trabalho das equipes de resgate e provocado temor entre moradores que perderam suas casas.

Governo restringe acesso a La Guaira

O governo liderado por Delcy Rodríguez agradeceu a atuação dos voluntários civis que transportam alimentos, água e medicamentos para La Guaira.

Posteriormente, porém, as autoridades restringiram o acesso à principal estrada da região, argumentando que o excesso de tráfego estava prejudicando a circulação dos veículos de emergência.

A medida gerou críticas de parte da população e de grupos de voluntários, que defendem maior coordenação para permitir tanto a chegada de ajuda humanitária quanto a atuação das equipes de resgate.

Maior operação de resgate dos últimos anos

A tragédia já é considerada uma das mais graves enfrentadas pela Venezuela nas últimas décadas e mobiliza uma ampla força-tarefa internacional.

Países da América Latina, incluindo o Brasil, enviaram bombeiros, especialistas em busca urbana, cães farejadores e equipamentos para auxiliar na localização de sobreviventes.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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