A resposta do governo venezuelano aos fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela tem sido alvo de críticas de moradores das áreas afetadas, que denunciam lentidão nas operações de resgate e insuficiência de recursos para atender às vítimas da tragédia.
Enquanto equipes de emergência seguem atuando em diversas regiões, muitos sobreviventes afirmam que voluntários e a própria população assumiram a linha de frente nas buscas por pessoas desaparecidas sob os escombros, diante da demora na chegada da ajuda oficial.
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População participa das buscas
Em diversas cidades atingidas pelos tremores, moradores utilizaram ferramentas improvisadas para remover destroços e tentar localizar sobreviventes.
Relatos indicam que grupos de voluntários enfrentam dificuldades para acessar algumas das áreas mais afetadas, seja por danos à infraestrutura, bloqueios em estradas ou pela limitação de equipamentos especializados para operações de resgate.
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A situação tem aumentado a pressão sobre as autoridades responsáveis pela coordenação das ações emergenciais.
Número de vítimas continua elevado
Segundo os dados informados pelas autoridades, os terremotos deixaram mais de 1,4 mil mortos, enquanto cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas, números que ainda podem ser atualizados à medida que as equipes avançam nas buscas.
Além das perdas humanas, milhares de imóveis foram destruídos ou sofreram danos estruturais, afetando o fornecimento de energia elétrica, água, telecomunicações e outros serviços essenciais.
As operações seguem concentradas na localização de sobreviventes e na assistência às famílias desalojadas.
Governo enfrenta críticas
A atuação do governo durante a emergência também gerou manifestações de descontentamento entre parte da população.
Moradores relataram falta de equipamentos, demora na mobilização de recursos e dificuldades na coordenação das equipes de resposta. Em alguns locais, protestos foram registrados com pedidos por maior rapidez nas operações de socorro.
A presidente Delcy Rodríguez também passou a ser alvo de críticas relacionadas à condução da resposta governamental à tragédia.
Ajuda internacional reforça operações
Diante da dimensão do desastre, diversos países enviaram equipes especializadas para apoiar as operações de busca e salvamento.
O Brasil, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, mobilizou bombeiros, cães farejadores, sensores de movimento e equipamentos especializados para auxiliar na localização de sobreviventes, integrando uma força-tarefa internacional de resposta à emergência.
As equipes estrangeiras continuam atuando em conjunto com as autoridades venezuelanas, enquanto a prioridade permanece voltada ao resgate de vítimas e à assistência humanitária às populações afetadas.