CentroesteNews
30/06/2025
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, anunciou neste sábado (28) a adesão do país a uma declaração conjunta internacional em defesa dos direitos da população LGBTQIA+. A iniciativa foi liderada pela Espanha e conta com o apoio de outras 14 nações comprometidas com a promoção da diversidade, da igualdade e do combate à violência motivada por orientação sexual e identidade de gênero.
Além do Brasil e da Espanha, assinaram o comunicado Colômbia, Austrália, Bélgica, Cabo Verde, Canadá, Chile, Eslovênia, Islândia, Irlanda, Noruega, Holanda, Portugal e Uruguai. A adesão foi feita em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho, data que simboliza a luta por direitos e o reconhecimento da comunidade em todo o mundo.
Segundo o documento, os países signatários se comprometem a fortalecer políticas públicas inclusivas, promover o respeito aos direitos humanos das pessoas LGBTQIA+ e combater toda forma de discriminação e perseguição.
“Reiteramos nosso compromisso com o respeito aos direitos humanos das pessoas LGBTQIA+ para que sua igualdade na lei seja indiscutível e para que nenhuma pessoa seja criminalmente perseguida ou discriminada por razão de sua orientação sexual e identidade de gênero”, afirma a declaração.
O Itamaraty destacou que a adesão brasileira à declaração internacional reforça o papel do país na arena internacional como defensor dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana.
“Ao apoiar essa declaração, o Brasil reafirma o seu compromisso em atuar no plano multilateral para promover avanços e impedir retrocessos nos direitos da população LGBTQIA+”, destacou o Ministério.
Contexto e relevância
A iniciativa surge em um momento em que diversos países enfrentam retrocessos em legislações voltadas à proteção da população LGBTQIA+. A união desses 15 países sinaliza um esforço coletivo para consolidar avanços e frear políticas discriminatórias, especialmente em tempos de polarização e discursos de ódio.
Especialistas em direitos humanos veem com bons olhos a adesão brasileira, afirmando que o gesto traz impacto simbólico e político importante, especialmente diante de episódios recentes de violência e intolerância no país.