A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor índice da série histórica, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (14) pelo MapBiomas. O resultado aponta uma redução da área de vegetação perdida, embora a expansão das atividades agropecuárias continue representando um desafio para a conservação do bioma.
Do total desmatado, aproximadamente 639 mil hectares correspondiam à vegetação primária, formada por áreas nativas, enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária, que já havia passado por intervenções humanas anteriores.
Os números integram a Coleção 11 do MapBiomas, que reúne dados sobre a cobertura e o uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025. O levantamento permite acompanhar as transformações na paisagem brasileira ao longo de quatro décadas, incluindo a perda de vegetação nativa e o avanço das atividades econômicas sobre áreas naturais.
Agropecuária ocupa 65,3 milhões de hectares
Apesar do resultado positivo relacionado ao desmatamento, a pressão sobre a vegetação amazônica permanece significativa. Em 2025, a agropecuária ocupava 65,3 milhões de hectares, o equivalente a 15,5% da extensão total do bioma.
As pastagens concentravam a maior parte dessa área, com 50,8 milhões de hectares. Outros 8,6 milhões de hectares eram destinados à agricultura.
A dimensão das áreas utilizadas para a produção agropecuária evidencia a importância de conciliar a atividade econômica com a preservação ambiental. O monitoramento contínuo do uso da terra é fundamental para identificar mudanças na cobertura vegetal e orientar políticas de conservação.
Desafio é manter a redução do desmatamento
O menor índice registrado em 2025 representa um avanço no acompanhamento da perda de vegetação na Amazônia. No entanto, a manutenção dessa tendência depende de medidas de fiscalização, prevenção de crimes ambientais, recuperação de áreas degradadas e incentivo a práticas produtivas sustentáveis.
A preservação do bioma também é importante para a biodiversidade, o equilíbrio climático e a manutenção dos ciclos da água, com efeitos que ultrapassam os limites da região amazônica.
Os dados do MapBiomas reforçam, portanto, a importância de acompanhar tanto a evolução do desmatamento quanto a expansão das áreas destinadas à agropecuária, dois fatores essenciais para compreender as transformações ambientais na Amazônia.