CentroesteNews
03/12/2025
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a protagonizar declarações polêmicas ao comentar os rumores sobre uma possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à capital no próximo dia 16 de dezembro. A especulação surgiu após circular nas redes sociais um convite mencionando o presidente na solenidade de entrega de 400 equipamentos agrícolas no estado.
Abilio, no entanto, ironizou qualquer chance de Lula aparecer no evento e disse que, se o presidente vier, “que volte logo para Brasília”.
“Primeiro que eu acho que ele não vem. Acho que esse material todo que estão fazendo é só para chamar atenção desses pré-candidatos que estão na foto. É mais uma tentativa desses deputados e senadores de fazer mídia em cima do nome dele”, afirmou o prefeito nesta terça-feira (2).
A ex-deputada Rosa Neide (PT), responsável pela divulgação do convite, já havia informado que a cerimônia será conduzida por outras autoridades políticas, entre elas o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e deputados estaduais do PT. A presença de Lula foi oficialmente descartada.
Apesar disso, Abilio deixou claro que a Prefeitura de Cuiabá não participará do evento sob nenhuma circunstância.
“Eu não vou. Ainda que ele venha, eu não vou. E da Prefeitura de Cuiabá também ninguém vai. Oficialmente, em nome da prefeitura, não vai ninguém”, declarou.
Ele ainda finalizou de forma hostil:
“Não vou nem dizer bem-vindo. Então, se vier, que vá embora logo.”
A postura contrasta com o que Abilio disse dias antes, durante visita às obras de regularização fundiária no Contorno Leste. Na ocasião, reconheceu a crise financeira do município e afirmou que aceitaria recursos do governo federal, mesmo usando uma expressão considerada preconceituosa para se referir ao presidente Lula.
Ao ser questionado por um morador se aceitaria verbas enviadas pelo governo federal, respondeu:
“Pode mandar também, não tem problema. Se está faltando um dedo e quer mandar, pode mandar.”
A frase foi criticada por ser discriminatória e por mostrar contradição entre a postura administrativa e a retórica política do prefeito.
Abilio ressaltou ainda que depende de apoio de diferentes esferas políticas para garantir a regularização de moradias na região e afirmou torcer para que recursos cheguem, independentemente de quem os envie, apesar do ataque verbal direcionado ao presidente.




