A disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026 chegou ao ambiente universitário e levou duas tradicionais instituições privadas de ensino superior do Brasil a barrar manifestações político-partidárias em suas dependências. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) anunciaram restrições a atos organizados por estudantes em apoio aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
As decisões foram justificadas pelas instituições como medidas para preservar a segurança e o bem-estar da comunidade acadêmica em meio ao aumento da tensão política no país. Os eventos previstos reuniriam grupos de estudantes favoráveis aos dois candidatos que disputam a Presidência da República.
Em comunicado, a reitoria da PUC-Rio destacou a responsabilidade da universidade em proteger a integridade física e moral de alunos, professores, funcionários e demais integrantes da comunidade universitária.
Já o Mackenzie informou ter recebido manifestações de preocupação de pessoas ligadas à instituição. A direção também apontou que o encontro não contava com autorização prévia e decidiu impedir a realização de atos partidários no campus, alegando a necessidade de garantir a segurança no local.
As medidas ocorrem em um período de forte mobilização política, com apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro intensificando manifestações e ações de campanha. As decisões das universidades colocam em evidência o desafio de conciliar a segurança institucional com a participação política dos estudantes durante o processo eleitoral.