O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), deve analisar somente após o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os advogados de Bolsonaro protocolaram uma solicitação de revisão criminal e também pediram liberdade provisória. A expectativa é que o caso não seja analisado durante o período eleitoral, evitando que uma eventual decisão seja interpretada como interferência na disputa.
A defesa contesta pontos da condenação imposta pela Primeira Turma do STF, relacionada à tentativa de golpe de Estado e a outros crimes. Os advogados também pedem que a revisão seja analisada pelo plenário da Corte, com a participação de todos os ministros.
O pedido de revisão criminal já estava no gabinete de Nunes Marques desde maio. Uma nova petição foi apresentada pela defesa na semana passada, dando continuidade à tentativa de reverter a condenação e obter a liberdade provisória do ex-presidente.
A análise do caso deverá ocorrer, portanto, depois da votação do segundo turno das eleições presidenciais.